Vídeos: Engenheiro da Casa da Moeda é preso por estupro de crianças em Niterói

Ele atraia as vítimas para o "quarto da Disney".

Escrito por Renata Sena 25/11/2021 09:31, atualizado em 24/11/2021 11:39
Quarto com decoração da Disney
Quarto com decoração da Disney . Foto: Divulgação

Um engenheiro, de 63 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (24), em Niterói, pelo crime de estupro de vulnerável. Ele é suspeito de cometer uma série de estupros contra crianças, num quarto de sua casa, chamado de "quarto da Disney". 

 

 

O acusado, que teve um mandado de prisão preventiva cumprido pelos agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) é funcionário público e presta serviço para a Casa da Moeda do Brasil. 

De acordo com as investigações policiais, os crimes aconteciam no "quarto da Disney". O ambiente ganhou esse nome, em razão dos vários personagens, brinquedos e outros adornos que serviam para atrair as possíveis vítimas para o local onde seriam abusadas. 

 

 

Uma das vítimas identificadas foi estuprada quando tinha 13 anos. Os estupros teriam seguidos até os 14 anos do adolescente. Contudo, o engenheiro admitiu aos policiais que praticava os atos sexuais, mas alegou que seria apaixonado pelo menor e as relações seriam consensuais

Ele contou ainda que  tudo também ocorreu durante as diversas viagens feitas ao exterior. 

Ao final das buscas foram arrecadados diversos eletrônicos que serão analisados pela perícia em busca de outras provas e possível identificação de outras vítimas. 

Foram apreendidos dezenas de brinquedos importados que serão destinados, após autorização judicial, para compor a brinquedoteca da DCAV. 

 

 

O preso já foi denunciado por estupro de vulnerável e estupro, e será encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição do juízo da 1ª Vara Criminal de Niterói que expediu as ordens judiciais.

 A Casa da Moeda do Brasil informou, em nota, que não compactua com quaisquer práticas criminosas. Os supostos crimes citados envolvendo um empregado da CMB, caso tenham ocorrido, se deram fora do âmbito da Empresa, devendo, portanto, o funcionário responder pelos seus atos individuais perante a justiça. O caso está sendo investigado pelos órgãos competentes e as medidas cabíveis serão adotadas de acordo com o seu desfecho.

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