Operação Veritas: quadrilha tinha apoio de agentes de segurança pública
Um policial civil e dois policiais militares estão entre os alvos da investigação

Dois policiais militares e um policial civil estão entre os alvos da Operação Véritas, deflagrada na manhã desta quinta-feira (4) contra uma das maiores organizações criminosas de fraudes bancárias atuantes dentro e fora do Estado do Rio de Janeiro. Até o momento, nove pessoas foram presas, entre elas o líder da quadrilha, Eduardo da Costa Ferreira, o Frango, em Niterói.
Segundo a polícia, o sargento Fábio Bittencourt Pinto, o Bitenc; o capitão Marcelo Baptista Ferreira, e o policial civil Pietro Conti Rodrigues, usavam de seus cargos públicos para facilitar a prática dos crimes. Bitenc foi preso na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. As investigações indicam que sua função dentro do esquema fraudulento era de realizar consultas no sistema, identificando, assim, vítimas com alto potencial financeiro. Além disso, para os investigadores, Bitenc também participava diretamente das fraudes bancárias.
Já o capitão Baptista, ainda foragido, tinha a função de analisar dados e burlar sistemas de segurança bancária virtual, além de fazer a escolta armada das quantias subtraídas pela quadrilha.
Também ainda foragido, o policial civil Pietro Conti foi apontado como responsável por consultar o sistema da corporação para análise de dados bancários de pessoas mortas, que segundo investigado pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) , pode ter sido à serviço da organização criminosa.
Ainda segundo as investigações, os envolvidos acumularam riqueza e patrimônio incompatível com suas capacidades. Até o momento, os investigados foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato.