Polícia prende mais um acusado de integrar ‘Máfia dos Táxis’ em Niterói

Diogo trabalhava com um Siena e usava autonomia duplicada
Foto: Sandro NascimentoPor Daniela Scaffo
Mesmo foragido da justiça sob acusação de envolvimento na chamada “Máfia dos Táxis”, que atua em Niterói, Diogo Chaves Cóquero Andrade, de 28 anos, continuava a rodar com o veículo pirata pelas ruas do município. Na noite de segunda-feira, após denúncia anônima, ele acabou preso por agentes da 77ªDP (Icaraí) num ponto de táxi na Rua Domingues de Sá, em Icaraí, Zona Sul de Niterói, onde agia há pelo menos três anos.
Segundo a polícia, Diogo - que é acusado de estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e formação de quadrilha - trabalhava num veículo Prisma utilizando o número da autonomia de um taxista legalizado, modelo Siena.
Ele é o 21º preso dos 24 investigados por envolvimento no bando que agia dentro da Subsecretaria de Transportes de Niterói e chegava a faturar cerca de R$ 27 milhões por ano.
No dia 26 de novembro, 19 pessoas foram presas durante a Operação Bandeira Preta, desencadeada por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. De acordo com as investigações, o bando era liderado Roberto Carlos Brito da Costa, o Betinho, e Alexander Soares Schroeder, o Shrek, ambos servidores públicos e responsáveis pela fiscalização do serviço de táxis em Niterói. No entanto, ao invés de coibir irregularidades no transporte público, os dois controlavam o esquema que chegou a colocar mais de 600 táxis piratas nas ruas do município.
As investigações começaram, em 2010, logo após o assassinato do subsecretário de Transportes de Niterói Adhemar José Melo Reis, de 68 anos, que combatia a ação de taxistas piratas no município.