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Polícia investiga suposta 'execução' de 2 traficantes apontados como responsáveis por mortes de crianças no Rio

'Cém' e 'Estala', investigados como mandantes das execuções de 3 moradores da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, teriam sido emboscados no Complexo da Penha e esquartejados, após receberem vários, após 'sentença' do 'tribunal do crime'

relogio min de leitura | Redação 10 de outubro de 2021 - 09:45
'Estala' e 'Cém' teriam sido executados por 'Tribunal do Tráfico'
'Estala' e 'Cém' teriam sido executados por 'Tribunal do Tráfico' -

Passados quase dez meses do desaparecimento de três crinças na comunidade do Castelar, em Belfortd Roxo, na Baixada Fluminense, setores de inteligência da Polícia Cil do Rio monitoram informações de que a cúpula da facção criminosa 'Comando Vermelho' (CV) teria executado, no Complexo da Penha, na Zona Norte  da capital, mais um dos acusados de ter tramado o crime. José Carlos Prazeres Silva, de 41 anos, o Piranha ou Cém, investigado como um dos chefes do tráfico na Baixada Fluminense, teria sido atraído para uma emboscada no Complexo da Penha, assassinado a tiros e esquartejado pelo 'tribunal do tráfico', a mando de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, de 49 anos   

Pelas informações que vem sendo investigadas por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), essa seria a segunda execução de envolvidos no crime desde o mês retrasado. Wille Castro da Silva, o Estala, de 35 anos, apontado pela polícia como 'parceiro' de Cém no tráfico de drogas da região, também teria tido o mesmo fim no Complexo da Penha. Moradores da Favela do Castelar, os meninos Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, teriam sido condenados à morte porque Cém e Estala estariam desconfiados de que eles seriam responsáveis pelo desaparecimento de uma gaiola de pássaros dos criminosos. 

Segundo inestigações da DHBF, Estala teria feito contato, por telefone, com 'Abelha', na época, ainda preso em uma penitenciária do Rio, e pedido autorização para ordenar as execuções, sem no entanto, ter informado de que se tratavam de crianças. Em julho desse ano, Abelha, ao deixar o sistema penintenciário do Rio, em uma suposta 'falha' no sistema de informações do órgão, teria recebido a imcumbência de executar o plano de morte de Estala e Cém, a mando dos amtigos 'chefões do CV encarcerados em presídios. A 'ordem', além de vingar as execuções dos meninos, seria também uma forma de 'apagar provas' da ligação com o crime e também tentar reduzir as açõees da polícia na comunidade do Castelar. Segundo informações da Polícia, essa comunidade e outras regiões vizinhas da Baixada Fluminense viraram uma espécie de 'filias' dos criminosos que agem no Complexo da Penha. 

Desaparecimento

Os meninos sumiram no dia 27 de dezembro do ano passado. E teriam sido mortos por asfixia, tendo seus corpos sido colocados em um saco e jogados de uma ponte em um rio próximo à comunidade do Castelar. Em janeiro deste ano, alguns moradores da comunidade levaram um homem à delegacia e o apresentaram como sendo o responsável pelas execuções. Mas a Divisão de Homicídios descobriu que a ação foi orquestrada por Cém e Estala para tentar enganar as polícia e também 'limpar' a imagem perante os superiores na facção. 

No fim de maio, a Polícia Civil fez uma operação na comunidade do Castelar. Na época, 17 suspeitos foram presos. A polícia não divulgou nenhuma informação que relacionasse às prisões ao caso. Em julho, os investigadores receberam a informação sobre a suposta localização onde os corpos teriam sido jogados. Os agentes encontraram restos mortais num saco preto, mas exames de DNA concluíram que a ossada era de origem animal.

José Carlos dos Prazeres Silva, segundo a polícia, estaria chefiando o tráfico de drogas no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense. Oriundo da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, ele se refugiou em Queimados, após diversas incursões da Polícia na região do Complexo do Alemão. Já 'Estala', oriundo do Complexo da Penha, e 'parceiro' de 'Cém', seria, até sua suposta morte, o responsável pelo tráfico na comunidade do Castelar. Como ainda não tem informações oficiais sobre as supostas mortes dos traficantes, a polícia os mantêm na condição de desaparecidos e continuará investigando os casos. 

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização do acusado ainda em liberdade, favor informar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. Visite também o Instagram oficial do Portal dos Procurados ? portal.procurados-.

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