Justiça suspende prisão preventiva de Rogério Andrade
Apontado como um dos 'chefões da contravenção estava foragido desde março e poderá ficar em liberdade até o julgamento do mérito do caso no STF

O bicheiro Rogério Andrade, patrono da escola Mocidade Independente de Padre Miguel, teve sua prisão preventiva suspensa, nesta sexta-feira (17), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques. O suposto contraventor, neto do ex-chefão do jogo do bicho, Castor de Andrade, estava foragido desde o dia 12 de março, quando sua prisão foi decretada por suspeita de ter mandado matar Fernando Iggnácio de Miranda, ex-genro de Castor e apontado pela polícia como o maior rival de Rogério no submundo da contravenção.
A decisão liminar de Marques tem validade até o julgamento de mérito do caso no STF. Segundo o magistrado, o habeas corpus da defesa de Andrade não é cabível. "Uma prisão preventiva seja decretada em desfavor de uma pessoa pelo simples fato de ser 'patrono de escola de samba' ou mesmo empregador e/ou ex-empregador de um e/ou alguns demais acusados, sem que estejam minimamente identificados o nexo de causalidade entre a conduta a ele imputada e o dano causado", pontuou Marques.
Fernando Iggnácio, que era marido da filha de Castor de Andrade (tia de Rogério), foi surpreendido e executado a tiros de fuzil em um heliponto na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca, no fim do ano passado. Até o momento, quatro suspeitos do assassinato já estão identificados, e todos teriam sido contratados por um policial militar e chefe da segurança de Rogério. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios (DH) da capital, a execução de Fernando ocorreu em função da disputa pelo monopólio da contravenção na Zonas Oeste da cidade.