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Caso racismo no Leblon: Acusado de furtar a bicicleta é condenado a 16 meses de prisão

Igor Martin Pinheiro estava preso preventivamente desde 17 de junho

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de agosto de 2021 - 16:32
O caso gerou um intenso debate sobre racismo nas redes sociais
O caso gerou um intenso debate sobre racismo nas redes sociais -

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o jovem Igor Martin Pinheiro, de 22 anos, a 16 meses e dez dias de multa pelo furto qualificado da bicicleta elétrica da estudante Mariana Spinelli. A bicicleta, que estava estacionada na frente de um shopping no Leblon, foi roubada por Igor, que já tinha outras passagens pelo mesmo crime. O caso do roubo da bicicleta gerou um intenso debate sobre racismo nas redes sociais e na televisão. O motivo é que, assim que se deu conta que sua bicicleta havia sido roubada, Mariana e o namorado, Tomás Oliveira, ambos brancos, acusaram o professor de surfe Matheus Nunes Ribeiro, um jovem negro de 22 anos, de furto, por ele estar portando uma bicicleta de modelo parecido perto do shopping.

Na ocasião, Matheus mostrou ao casal fotos antigas com a bicicleta e filmou parte da discussão, em que acusava o casal de racismo por conta da abordagem. Dias depois, imagens de segurança mostraram que não foi Matheus quem furtou a bicicleta, mas Igor Martin Pinheiro, um homem branco com histórico de furtos parecidos. 

A decisão pela prisão do jovem é da juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 40ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A magistrada fixa o semiaberto como regime inicial para cumprimento de pena. Igor não poderá substituir a pena privativa de liberdade por restrições de direitos por ser reincidente. De acordo com o TJ-RJ, ele será transferido para uma unidade com o sistema compatível ao semiaberto em até 72h.

A punição foi estabelecida após uma audiência de instrução e julgamento realizada na última quarta-feira (25). Na audiência, o acusado permaneceu calado durante todo o interrogatório. Além dele, também foram ouvidos Mariana Spinelli, Tomás Oliveira e o policial civil Thomas Jardim.

O acusado estava preso preventivamente desde 17 de junho. Segundo a Justiça, ele é “conhecido por praticar diversos furtos no bairro, vendendo os bens objeto dos delitos em sites na internet mediante o mesmo modus operandi”. Igor possui 28 anotações criminais, 14 delas por furto a bicicletas em seu Relatório de Vida Pregressa (RVP).

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