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Jovem baleado no Salgueiro diz que disparos que atingiram ele e amigo morto partiram de PMs

Ação aconteceu na última sexta-feira (20)

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 25 de agosto de 2021 - 17:40
João Vitor Santiago, de 17 anos, foi morto durante a ação
João Vitor Santiago, de 17 anos, foi morto durante a ação -

O jovem baleado durante uma ação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na última sexta-feira (20), afirmou que o tiro que atingiu ele partiu da arma de policiais militares. Na mesma ação, um adolescente de 17 anos também foi baleado e não resistiu aos ferimentos. As informações são da TV Globo.

Segundo o relato do jovem, que prefere não ser identificado, ele e o amigo, João Vitor Santiago, voltavam para casa após uma pescaria quando ouviram pedidos de parada de policiais. Logo em seguida, o jovem relatou que começaram os disparos. A versão apresentada por ele contraria o que disse a Polícia Militar.

"Nós estávamos de moto e devagar. E aí, duas pessoas camufladas falaram: 'para, para, para!'. Antes mesmo que pudéssemos parar, eu escutei vários e vários disparos e todos esses disparos acertaram na gente", contou o jovem. O relato foi exibido nesta quarta-feira (25), pelo Jornal Hoje, da TV Globo.

De acordo com a versão da PM, os disparos que atingiram o jovem e seu amigo teriam partido de traficantes. Segundo a corporação, os criminosos teriam atacado a viatura que fazia patrulhamento no bairro do Itaoca. Ao dispararem contra um blindado da PM, teriam atingido o jovem e João Vitor. A PM informou que montou um cerco no entorno do Complexo do Salgueiro após denúncias de movimentação intensa de traficantes.

João Vitor de Oliveira Santiago, de 17 anos, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi enterrado no último domingo (22), no cemitério de São Gonçalo. O jovem baleado foi internado na mesma unidade com ferimentos de disparo no braço direito.

As armas utilizadas pelos policiais militares envolvidos na ação foram recolhidas e devem passar por perícia da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). 

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