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Polícia Civil deflagra operação contra o braço político da milícia de Nova Iguaçu

Os envolvidos são investigados por organização criminosa, crimes contra licitação e peculato

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de agosto de 2021 - 07:40
A operação desta terça contará com apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE)
A operação desta terça contará com apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) -

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DCC-LD), deflagra uma operação, nesta terça-feira (24/08), para cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão contra o braço político da milícia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas.

Entre os alvos estão as sedes das secretarias de Economia, Planejamento e Finanças e de Infraestrutura do município, o gabinete de um vereador da cidade e condomínios de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, e Cabo Frio, na Região dos Lagos. Os envolvidos são investigados por organização criminosa, crimes contra licitação e peculato. 

Por meio de monitoramento de contratos, os agentes descobriram indícios de fraudes em licitações realizadas pelo município de Nova Iguaçu e desvio de recursos públicos para áreas dominadas pela milícia. Apenas em um dos contratos investigados os valores e pagos superam R$ 17 milhões.

De acordo com o delegado Thales Nogueira Braga, titular da DCC-LD, após a realização de uma série de levantamentos, foi possível verificar inúmeras irregularidades nas publicações de licitações e contratos de obras públicas.

Segundo a investigação, pessoas ligadas a um vereador da cidade faziam a intermediação de uma empresa de concreto com líderes comunitários de regiões dominadas por milícias para que fosse feito calçamento irregular desses lugares em troca de apoio político.

Entre os fatos que chamaram a atenção estão a adoção de modalidades licitatórias presenciais, apesar de recomendação do Tribunal de Contas para modalidades eletrônicas; liquidação e pagamento das empresas suspeitas fora de cronograma financeiro e obscuridade do processo licitatório, com violação das leis de transparência.

A operação desta terça contará com apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

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