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Polícia prende integrantes de quadrilha suspeita de dopar e roubar R$11 milhões de idosa em Teresópolis

Vítima era constantemente dopada para assinar cheques e autorizar saques em contas bancárias

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de agosto de 2021 - 16:06
Quadrilha foi presa pela Polícia Civil em Teresópolis
Quadrilha foi presa pela Polícia Civil em Teresópolis -

Uma operação realizada por policiais civis da 110ª DP (Teresópolis), em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, prendeu, na manhã desta quinta-feira (19), quatros pessoas apontadas por integrarem uma quadrilha responsável por roubar cerca de R$11 milhões de uma idosa de 88 anos. A vítima era funcionária da Justiça Federal.

As suspeitas do crime começaram a surgir quando uma sobrinha da idosa recebeu uma ligação anônima, em fevereiro deste ano, afirmando que ela estava sendo vítima de maus tratos e que seus bens estavam sendo roubados. A mulher procurou a 110ª DP, onde registrou o caso.

De acordo com as investigações da polícia, os integrantes da quadrilha passaram a trabalhar para a idosa, em 2018, exercendo funções domésticas em seu sítio, em Teresópolis. A partir disso, começaram a dopar constantemente a idosa, com o medicamento clonazepam, utilizado no golpe "Boa noite Cinderela", para que ela assinasse documentos e cheques no qual autorizava a venda de imóveis e saques de contas bancárias. As transferências de dinheiro eram realizadas por meio da utilização das contas de terceiros, que sacavam as quantias e repassavam aos membros da organização criminosa, ficando com 5% do valores transferidos.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão para os membros principais da quadrilha e 11 de busca e apreensão para a residência de todos os envolvidos, que são investigados por roubo qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais. Apontado como chefe da quadrilha, Bruno de Lima Reis foi um dos presos na operação de hoje. Segundo a polícia, ele é o responsável por apresentar os demais envolvidos à idosa, que também se tornaram funcionários em seguida. Também foram presos Luiz Carlos Amorim e Márcia Souza Pereira Amorim, sogros do motorista e caseiros do sítio da vítima, e Marcelo da Silveira Reis, tio de Bruno e responsável pelas transferências bancárias, de acordo com a polícia. O jardineiro do sítio, Alexandre Caetano Felix, também é suspeito de fazer parte da quadrilha e está foragido.

No ano passado, a quadrilha conseguiu forjar uma declaração de união estável entre a vítima e Bruno de Lima Reis, que tem 31 anos, e passou a vender todos os imóveis da idosa, que tinha quatro apartamentos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e Copacabana, na Zona Sul. As quantias negociadas foram bem inferiores ao valor de mercado, para que os criminosos obtivessem o dinheiro rapidamente. Além disso, o sítio da mulher foi transferido para um dos membros da organização.

As investigações começaram no início de março deste ano, quando a vítima deu entrada em um hospital com suspeita de traumatismo craniano. De acordo com a polícia, a idosa, atualmente, apresenta distúrbio mental causado, possivelmente, por uso excessivo do Clonazepam.

Entre os investigados, mas que não foi alvo de mandado de prisão, está um funcionário da Receita Estadual, que faria parte do esquema. Ele teria recebido mais de R$ 100 mil em sua conta bancária, sendo que parte do valor foi repassado posteriormente para outros integrantes da quadrilha. Os agentes vão apurar a participação dele no golpe.

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