Suspeito de chefiar milícia na Zona Oeste do Rio é assassinado a tiros em Cosmos

Imagens do assassinato de 'Fábio Gordo' que circulam na internet revelam a real proporção da violência das milícias na região

Escrito por Redação 07/08/2021 15:42, atualizado em 07/08/2021 16:29
Fábio Gordo é assassinado em estabelecimento comercial da Zona Oeste do Rio
Fábio Gordo é assassinado em estabelecimento comercial da Zona Oeste do Rio . Foto: Divulgação

Fábio Pereira de Oliveira, mais conhecido como Fábio Gordo, de 47 anos, foi assassinado a tiros em Cosmos, na Zona Oeste do Rio, na noite desta sexta-feira (6).Gordo é investigado pela polícia por seu envolvimento com o ex-deputado estadual Natalino José Guimarães e seu irmão, o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, fundadores e ex-líderes da maior milícia do estado.

A morte de Fábio foi flagrada por câmeras de segurança do local. Nas imagens, a vítima aparece conversando com outras duas pessoas na entrada de uma mercearia quando um homem de calça jeans, camisa preta, colete e balaclava aparece portando um fuzil e alveja o suposto miliciano com diversos tiros nas costas. Logo em seguida, um veículo entra em cena e outros homens também vestidos de preto e com os rostos tapados saem dele e dispararam contra o corpo de Fábio. Os assassinos entraram no veículo e empreenderam a fuga, mas voltaram momentos depois e levaram o boné do morto como prova do feito.

Segundo informações da Polícia Militar, uma guarnição do 40º BPM (Campo Grande) foi enviada ao local para cobrir o homicídio na Rua Brandão Monteiro, na comunidade Vila do Céu, em Cosmos. Chegando lá encontraram Fábio já morto e um outro homem ferido, que foi encaminhado ao Hospital Municipal Rocha Faria em Campo Grande. A vítima informou à polícia que é funcionária do estabelecimento onde ocorreu o atentado e foi atingida por um dos disparos destinados à Fábio. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca.

Fábio e Natalino foram presos em flagrante por policiais civis da 35ª DP e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) durante reunião junto a outros integrantes da infame milícia da Zona Oeste na casa de Natalino em Campo Grande, no dia 22 de julho de 2008. Sob a posse deles foram apreendidas armas, munições, balaclavas e coletes à prova de bala.

Em 2010 a dupla foi condenada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio a cumprir pena de mais de 4 anos em regime fechado posse e porte ilegal de armas de uso restrito. A decisão foi promulgada após interposição de recurso contra a sentença da 42ª Vara Criminal da Capital. Contudo, os dois foram absolvidos das acusações por formação de quadrilha.

A milícia conhecida como Liga da Justiça atuava em bairros de Campo Grande, Cosmos, Guaratiba, Paciência e Santa Cruz onde cometia sequestros, homicídios qualificados, ameaça e extorquia moradores e comerciantes locais.

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