Crianças sumidas teriam sido espancadas e executadas a mando de traficante por furto de gaiola de pássaro

Vítimas de 9, 11 e 12 anos, foram torturadas em condomínio e depois tiveram corpos enterrados em um local deserto, segundo novas informações dadas à polícia pelo parente de um traficante da comunidade do Castelar, que teria testemunhado crimes

Escrito por Redação 28/07/2021 20:55, atualizado em 28/07/2021 21:32
Traficante 'Piranha' é apontado como mandante do crime
Traficante 'Piranha' é apontado como mandante do crime . Foto: Divulgação

As polícias civil e militar procuram, montaram uma grande operação a partir da tarde desta quarta-feira (28), para tentar localizar os corpos dos três meninos desaparecidos em Belford Roxo, no dia 27 de dezembro do ano passado. A nova busca foi motivada pelo testemunho do irmão de um traficante, dado na Agência de Inteligência do 39ºBPM (Belford Roxo), na manhã de hoje.

As informações dadas pela testemunha dão conta de que o seu irmão, de 22 anos, teria participação no homicídio de Lucas Matheus, 9 anos, Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12. Os meninos teriam sido espancados e mortos por ordem do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como Piranha ou Cem, no interior do condomínio Amarelo, que fica dentro da comunidade do Castelar, em Belford Roxo. 

Gaiola de pássaro foi motivo - O desaparecimento de uma gaiola de passarinho teria sido o motivo do crime, de acordo com o resumo do setor de inteligência do batalhão. Após o espancamento e execução, os corpos foram levados em um carro  para a bairro do Amapá, deixados em um local chamado Ponte de Ferro 38 ,onde existe um rio que corta a região em Belford Roxo". Segundo a testemunha, o motorista do carro que transportou os corpos das crianças para esse local teria sido o seu irmão. Ambos irmãos possuem anotações por tráfico de drogas.

Os dois irmãos foram levados pela PM à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que investiga o caso desde as primeiras denúncias de desaparecimento das crianças. Os traficantes subordinados a Piranha, para tentar desviar o foco das investigações, a mando do 'chefe' chegaram a determinar que um grupo de moradores da comunidade do Castelar ligados a eles apresentassem á polícia um homem como sendo o responsável pelo desaparecimento. As investigações da Delegacia de homicídios desmontaram a farsa dos criminosos. 

Os dois irmãos ainda prestam depoimento sobre o caso e as buscas aos corpos estão sendo feitas perto do rio. Segundo investigações da polícia, Piranha é oriundo do Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital,  e teria migrado para a Baixada por causa do grande número de operações contra o tráfico de drogas em seu local de origem. 

O Disque Denúncia recebe informações sobre a localização de Piranha e integrantes de sua quadrilha nos seguintes canais de atendimento:

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