PM seria alvo de atentado que matou ex-chefe de gabinete da Câmara de Niterói
Marina Queiroz acompanhava o policial. Ela morreu ao ser atingida por tiros de um dos criminosos. Já o policial, atingido por quatro disparos, está internado em hospital da região sob proteção

A execução da ex-chefe de gabinete Mariana Soares Queiroz da Silva, na tarde da última sexta-feira (16), em Niterói, foi um ataque planejado. apontam as primeiras informações sobre o caso pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo. Ela acompanhava um policial militar à paisana, que teria sido o alvo do criminoso - um homem, ocupando uma motocicleta. O PM levou quatro tiros e está internado em um hospital da região, sob segurança. Além de tentar localizar testemunhas e ouvir pessoas ligadas às vítimas, os policiais tentam localizar imagens de câmeras que possam ter registrado o momento do ataque, na Rua Desidério de Oliveira, no Fonseca, em frente ao Detran.
O policial e Mariana estavam dentro do carro do policial e teriam saído do Detran. Ao perceber que os dois entraram no veículo, estacionado na rua e próximo ao Detran, o criminoso se aproximou na moto e surpreendeu a vítima, sacando uma pistola e fazendo vários disparos.
Mariana Soares Queiroz da Silva, apontada como uma das pivôs de um caso de grande repercussão na cidade: o assassinato do empresário e então vereador eleito Lúcio do Nevada, em novembro de 2012. Segundo as investigações da polícia, ela, jovem de classe média, moradora da Zona Sul e chefe de gabinete do vereador niteroiense Carlos Macedo, teria planejado o crime junto com mais dois assessores, sendo um deles policial militar, para que seu 'chefe', primeiro suplente de Lúcio e derrotado nas eleições municipais, ficasse com a vaga, garantido a continuidade da equipe.
Além dela, dois policiais militares foram presos e respondiam ao processo sobre o crime na Justiça, desde 2013. Carlos Macedo foi inocentado porque ficou comprovado pela polícia que ele não teve nenhuma participação no crime.
Mesmo inocentado e em meio a polêmica por ter continuado na vida pública, Macedo continuou na Câmara Municipal, conseguindo a reeleição em 2016. No ano passado, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a cassação do vereador por “valer-se de seu cargo e de sua influência para determinar e autorizar a nomeação de diversas pessoas para o exercício de funções públicas sem que os mesmos desempenhassem qualquer função pública. O pedido se baseou no fato de os funcionários não ocuparem efetivamente seus cargos, ficando à disposição dos interesses privados.