Jovem de classe média é preso ‘curtindo a praia’ de Copacabana
Ele é acusado estar envolvido na morte de estudante sequestrado

Policiais da 12ª DP (Copacabana) prenderam, na tarde desta quarta-feira (14), um jovem de classe média acusado de envolvimento na morte de Marcos Vinícius Tomé Coelho de Lima, de 20 anos. O universitário foi sequestrado no dia 8 de outubro de 2020, na Urca, Zona Sul do Rio. Victor Hugo dos Santos Moraes, de 26 anos, estava com a prisão temporária decretada e foi detido enquanto assistia uma partida de futevôlei na praia de Copacabana e não reagiu a abordagem.
Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), o estudante Marcos Vinícius foi executado por uma quadrilha de traficantes de classe média. A motivação do crime seria o envolvimento do jovem em um roubo de carga de drogas, avaliada em R$ 80 mil. Victor é acusado de ser um dos três suspeitos que estavam dentro de um veículo, usado para interceptar uma bicicleta elétrica que pertencia ao universitário, de acordo com informações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Marcos Vinícius voltava para casa quando foi atingido pelo carro.
O Sequestro
Após cair da bicicleta, homens armados desceram do carro e obrigaram o estudante a entrar, Victor Hugo estaria no banco de trás do veículo, usado para o sequestro. Após 9 horas de crime, flagrado por câmeras de segurança, o corpo do jovem foi abandonado às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu.
A encomenda da carga de R$ 80 mil foi roubada antes de ser entregue em Copacabana, essa quantidade teria sido levada por uma quadrilha na qual Marcos Winícius tinha um relacionamento. O delegado Uriel Alcântara, da DHBF, que concluiu a investigação do caso na época comentou sobre a situação:
“Existe um grupo, da qual a vítima não fazia parte, mas mantinha um relacionamento. Eles combinavam uma negociação de drogas. Marcavam e roubavam a droga (na hora da entrega) em vez de comprar. Investigamos a participação de policiais militares nesse bote. A vítima não faz parte dos 'boteiros', mas participou da negociação (a encomenda da droga) junto com uma pessoa do relacionamento dela, que faz parte desse grupo. Quando foram receber a carga, a vítima não estava, e eles roubaram a droga do traficante. Essa foi a motivação (do crime). Quem tomou prejuízo tinha certeza que a vítima tinha participado desse bote”, disse o delegado.
Victor Hugo não é único preso por suspeita de participação na morte do estudante. Outros dois homens já haviam sido detidos. A última prisão ocorreu em dezembro de 2020. No momento, um suspeito foi localizado em um imóvel na Lagoa, ele ainda tentou se esconder, mas acabou sendo encontrado na casa de máquinas de um elevador. Com o suspeito, os policiais encontraram, na ocasião, nove tabletes de maconha.