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Funcionários do Heat pedem socorro: assaltos e violência viram rotina nos arredores do hospital

Funcionários relatam que convivem com o medo diariamente nas proximidades da unidade médica

relogio min de leitura | Ana Carolina Moraes 08 de julho de 2021 - 14:10
Funcionários do local convivem com o medo de assaltos na região
Funcionários do local convivem com o medo de assaltos na região -

A tentativa de assalto ocorrida nesta manhã (08) contra um técnico de enfermagem de 42 anos no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê, não é um caso isolado de violência, segundo funcionários da unidade. Os trabalhadores do local, sejam enfermeiros, seguranças ou do setor administrativo relatam diversos episódios de abordagens de criminosos nos arredores da unidade de saúde. A situação e o medo já se tornaram rotina. Eles que pedem que a situação seja resolvida, uma vez que com a missão de salvarem vidas, ajudar na segurança do local acaba sendo também investimento em um melhor atendimento médico no município.

“Toda semana tem um assalto diferente, pessoas rendidas, homens armados rondando, coisas do tipo”, contou um funcionário que preferiu não se identificar. 

No caso de hoje (08), o técnico de enfermagem foi abordado por criminosos com um estilete e, ao dar um pulo para trás, a vítima foi atingida pelo objeto cortante e machucado no braço esquerdo pelos assaltantes. "Já tem algum tempo que colegas vêm sendo assaltados ali e achamos que os bandidos esperam chegar os dias próximos ao pagamento para nos assaltarem. Não sei se das outras vezes houve violência física, mas hoje ocorreu. Já chegou ao ponto de colegas com conduções próprias oferecerem carona para tirar outros que não têm carro dali para um local mais movimentado. Todo dia passamos ali correndo, com medo. É triste! Somos trabalhadores vivendo com medo", contou outro funcionário que também preferiu permanecer no anonimato. 

Num outro caso, uma pessoa foi rendida e teve o celular roubado enquanto estava à caminho do trabalho da unidade de saúde. "Fomos assaltadas na semana passada. Na ocasião, levaram nosso celular, o pouco de dinheiro que tínhamos e até o nosso uniforme", contou.

Uma quarta testemunha que trabalha no local pelo período da manhã e da tarde disse que sente que os assaltos ocorrem mais durante a noite e, principalmente, com pessoas que seguem pela Rua Osório Costa, a rua do HEAT, a pé.

“Há alguns anos, uma pessoa estava de carro trazendo a sogra para a emergência do hospital, quando os dois foram rendidos por bandidos que levaram o carro das vítimas. O homem teve que trazer a sogra a pé, arrastando ela, sem o carro. Mesmo assim, acho que a situação piora no período da noite. De manhã, é mais tranquilo. Eu também sempre venho de carro trabalhar, quem vem a pé sofre mais, pois tem que atravessar o caminho todo até o hospital a pé e tem muitos bandidos rondando a região, que acabam fazendo maldade com essas pessoas”, revelou outro funcionário.

"A gente chega às 3, 4 da manhã e sempre temos relatos de amigos comerciantes ou funcionários assaltados nas ruas que dão acesso ao Ceasa", acrescentou um comerciante.

Algumas pessoas escolhem andar pela região em grupos para reduzir o perigo dos assaltos. "O pessoal do nosso plantão já passou por este momento, na ocasião, levaram tudo, até os jalecos, oxímetro, estetoscópio. Estamos com medo. Hoje um de nossos colegas foi esfaqueado", disse uma enfermeira.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que "policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) nesta quinta-feira (08/07) foram acionados para atender ocorrência de vítima de esfaqueamento na rua Osório Costa, no bairro Colubandê, onde deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres. O homem informou que passava pelo local e sofreu tentativa de roubo, vindo a ser ferido. Ocorrência registrada na 74ª DP". A PM não deu posicionamento sobre ações de prevenção a assaltos no local até a publicação desta reportagem.

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