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Moradores fazem cartazes para alertar sobre assaltos

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 22 de novembro de 2015 - 21:16

Moradores colocaram cartazes para alertar pedestres no Colubandê. Um comerciante já foi baleado no local.

Foto: Luiz Nicolella
Em Raul Veiga, também há placa ‘proibindo assaltos no local’ (Foto: Leonardo Ferraz)
Em Raul Veiga, também há placa ‘proibindo assaltos no local’ (Foto: Leonardo Ferraz)

Por Sany Medeiros e Thuany Dossares

A violência em São Gonçalo preocupa a população da cidade. Assustados com a quantidade de assaltos, moradores de dois bairros fizeram placas e cartazes para chamar a atenção das pessoas para a vulnerabilidade a que estão expostas a qualquer hora do dia.

No Raul Veiga, um homem que mora na Rua Anselmo de Andrade denunciou que os roubos já são recorrentes no endereço, mas que ficou perplexo quando ouviu bandidos organizando um assalto. Ele decidiu que não ia ficar parado e resolveu mostrar a quem passa pela via, com placas de alerta, o perigo que corre por ali com os assaltos.

“Sempre fomos vítimas de assaltos aqui, de manhã, tarde ou noite. Mas um dia, quando estava numa lanchonete, ouvi um grupo de rapazes falando ‘vamos fazer um ganho ali na Anselmo de Andrade’ e não me contentei. Tive que me manifestar. Estamos pedindo paz, não aguentamos mais isso”, disse.

O morador ainda falou como os criminosos costumam agir. “A rua é bem tranquila e dá acesso a vários outros bairros, o que facilita a fuga deles. Eles agem sempre em duplas, ocupando motos e suas vítimas prediletas são idosos, adolescentes e casais”, contou.

Colubandê – Quem chegava na Rua Expedicionário Ary Rauem, no Colubandê, também era alertado com um cartaz “Cuidado, alto índice de assalto. Bandidos com carro ou moto”. Os anúncios foram retirados de todos os postes em que estavam colados e os moradores acreditam que os responsáveis pela retirada sejam os próprios bandidos na intenção de dispersar a polícia.

Mesmo o endereço sendo às margens da RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), a população sofre com a grande quantidade de roubos. Uma moradora, de 46 anos, afirmou que os roubos são frequentes. “Aqui tem assalto a qualquer hora do dia, está demais. Minha filha foi assaltada há pouco tempo. Outra vez, eu presenciei um assalto quando chegava do trabalho. Por sorte, também não fui uma vítima”, contou.

Um comerciante disse que foi baleado durante uma tentativa de assalto na rua. “Estava fechando o meu comércio e indo para casa, quando fui abordado por três meninos franzinos com armas em punho. É uma sensação horrível de impotência”, contou.

Dados – Segundo dados estatísticos de índice de criminalidade do 7º BPM (São Gonçalo), desde o início do mês de novembro, foram registrados dois roubos de veículo no Colubandê e não há registro de assaltos a pedestres. Em Raul Veiga, não há anotações sobre os dois tipos de crime.

O chefe do Serviço de Inteligência (P2) ressaltou a importância da população registrar os crimes. “É importante que as pessoas registrem nas delegacias os crimes das quais foram vítimas para que possamos trabalhar em cima da mancha criminal e realizar operações, sempre visando a segurança do cidadão”, falou.

Ainda assim, o militar informou que viaturas ficam baseadas próximas de ambos endereços num período de, pelo menos, 12h, além dos patrulhamentos de rotina realizados na área. Denúncias sobre ação de criminosos podem ser feitas através do Disque-Denúncia (2253-1177) ou do WhatsApp do 7º BPM (99041-7198).

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