Ataque terrorista contra militares na Colômbia deixa 36 feridos
Exército de Libertação Nacional é primeiro suspeito da autoria

Um ataque terrorista, nas últimas horas, contra uma brigada militar em Cúcuta, na Colômbia, deixou 36 feridos, incluindo dois civis. Segundo o ministro da Defesa, Diego Molano, a primeira hipótese levantada é que o atentado seja de autoria do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Após o ataque ao quartel-general da 30ª Brigada do Exército, Molano foi para Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, junto do comandante do exército, Eduardo Enrique Zapatero.
Segundo o ministro, suspeita-se que o ataque, chamado por este de "ato vil e insano", seja de responsabilidade dos guerrilheiros do ELN, embora também seja investigado o envolvimento de "dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e dos Grupos Armados Organizados) 33 (GAO)".
No departamento de Norte de Santander, há forte presença do ELN, dissidentes da guerrilha desmobilizada das Farc e outros grupos criminosos que lutam pelo controle das culturas de coca e das rotas do tráfico de droga.
Molano afirmou que uma viatura branca, carregada de explosivos, entrou nas instalações militares com dois homens passando por funcionários públicos. Duas explosões ocorreram pouco depois, deixando 36 feridos, dos quais três em estado grave.
"Rejeitamos e repudiamos esse ato terrorista e vil que procurou atacar os soldados da Colômbia", disse Molano, acrescentando que os autores "são canalhas que procuram afetar a integridade dos soldados".
Dada a gravidade da situação, o presidente colombiano, Iván Duque, decidiu também deslocar-se a Cúcuta para se encontrar "com a liderança das forças de segurança, as autoridades da cidade e do departamento a fim de supervisionar diretamente a situação".
(Agência Brasil)