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Confira o diálogo dos jovens que arquitetavam massacre em escola do Distrito Federal

A ideia era deixar apenas três pessoas com vida

relogio min de leitura | Redação 16 de junho de 2021 - 11:19
Jovens planejavam matar quase todas as pessoas da escola
Jovens planejavam matar quase todas as pessoas da escola -

No dia 21 de maio deste ano, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) conseguiu desvendar uma tentativa de massacre numa escola, arquitetado por jovens de uma escola pública do Distrito Federal. De acordo com a polícia, conversas obtidas através de um aplicativo de mensagens, mostram como que o crime foi planejado friamente pelos suspeitos, entre eles uma jovem de 19 anos. As informações são do Metrópoles. 

Depois de cumprido o mandado de busca e apreensão, a mulher foi internada em uma clínica psiquiátrica no DF. Debochando da situação, um dos suspeitos falou que haveria ‘muitos corpinhos’ no chão depois dos assassinatos.

O bate-papo pela web, através de um aplicativo, mostra os detalhes do plano assustador que seria realizado quando as aulas presenciais voltassem nas instituições da rede pública. Alunos e funcionários do colégio Recanto das Emas eram os alvos do plano. 

Nas mensagens do grupo, a jovem revela que não ia ao colégio há muito tempo, e por isso precisaria relembrar como era a área. Em resposta, um dos suspeitos fala da necessidade de destruir as câmeras do local, caso eles estivessem funcionando. O terceiro chega de forma mais agressiva e sugere executar os servidores antes, para que eles não avisassem a polícia sobre o começo do massacre. 

Diálogo dos suspeitos
Diálogo dos suspeitos |  Foto: Divulgação
 

Esfaqueamento

O mesmo suspeito falou aos companheiros que entendia como ideal ‘assassinar os servidores a facadas’, sem utilizar armas de fogo, com objetivo de não fazer barulho com os tiros. “Não! A gente não pode fazer barulho ainda. A gente tem que cercar eles lá em cima”, falou.

O outro comparsa não concorda e reitera que todos no colégio deveriam morrer fuzilados. “Ia matar um por um.” A jovem, que está sendo investigada pela Polícia do Distrito Federal, revelou que gostaria de deixar três pessoas com vida. “Eu e você mataríamos todos, exceto três garotos, que a gente deixaria sobreviver para contar o que aconteceu”.

O suspeito que fala em seguida comenta que, caso o plano seja feito da melhor forma, ao menos 300 vítimas seriam executadas no ataque. Ainda durante o diálogo, a jovem de Brasília contou que o objetivo era “fazer pelo menos 30 kills” (mortes). “Mas foda-se, vou morrer mesmo. Se me matarem, estão me fazendo um favor”, falou, na oportunidade.

Os suspeitos ainda não foram indiciados, tendo em vista que o caso está sendo apurado pela a polícia de outras unidades de federação.

Operação Shield

A operação feita pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos, que evitou o ataque na escola, foi realizada em conjunto com a Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos. O massacre seria na volta das aulas presenciais, tendo em vista que por conta da pandemia, os estudantes estão tendo aulas de forma remota.

O coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas, da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Alessandro Barreto, comentou que a atuação da polícia norte-americana, por meio da Homeland Security Investigations, deve-se a uma parceria entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA).

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