Mulher que matou e arrancou pênis do marido era ameaçada e agredida, afirma defesa

Dayana Cristina se entregou à Polícia no mesmo dia do crime

Escrito por Redação 09/06/2021 16:04, atualizado em 09/06/2021 16:53
Caso aconteceu na última segunda-feira (7)
Caso aconteceu na última segunda-feira (7) . Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa de Dayana Cristina Rodrigues Machado, acusada de matar e decepar o pênis do marido a facadas, apresentou uma nova versão dos acontecimentos. O caso aconteceu na última segunda-feira (7), no bairro Santa Catarina, em São Gonçalo, por volta das 4h, na residência do casal.

Segundo a advogada de Dayana, Carla Policarpo, a acusada recebia diversas ameaças e era agredida pelo companheiro, André Oliveira Santos. Ela contou que os dois ficaram juntos por 10 anos e haviam se separaram há dois, mas estavam entre idas e vindas. Eles tiveram dois filhos, um menino, de 8 anos, e uma menina, de 5 anos. Mesmo separados, administravam juntos uma pizzaria. 

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A advogada contou que no dia do crime, à noite, Dayana e André foram a uma lanchonete junto com os filhos, mas os dois acabaram se desentendendo e discutindo. Carla contou que, durante um momento de raiva, André chegou a agredir uma das crianças. 

"A discussão continuou quando chegaram em casa e ele novamente a ameaçou. Em um momento de descontrole, forte emoção e com medo de que ele atentasse contra a vida dela após diversas ameaças, Dayane acabou o matando", afirmou a advogada Carla Policarpo.

A versão da advogada foi confirmada pela família da mulher, que afirmou que ela era constantemente agredida física e psicologicamente e que, inclusive, havia denunciado André à polícia no ano passado. 

"Ela sofria diversas ameaças, agressões dele, inclusive com boletim de ocorrência registrado. Ele não aceitava o término da relação e dizia que se ela não ficasse com ele, não ficaria com ninguém", contou a advogada. Segundo a defesa de Dayane, ela teria se arrependido e, por vontade própria, se apresentou à Polícia.

No entanto, a família de André contesta a versão da advogada e afirma que o motivo do crime teria sido por ciúmes de Dayana, que não aceitava ter sido traída por André. "Eu não sei explicar o que estou sentindo, dói muito. Moro um pouco distante deles, fiquei sabendo da morte do meu irmão quando estava no trabalho", disse Adriana Santos, irmã da vítima. 

A Polícia Civil afirmou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Dayana foi autuada por homicídio qualificado e vilipêndio de cadáver, um crime contra o respeito aos mortos.

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