Após retirada de DPO, bairro do Jóquei é tomado por barricadas
DPO funcionava desde 2014

Menos de um mês após a retirada do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Jóquei, moradores da região já estão sofrendo com a instalação de barricadas, que impedem a circulação de veículos e mostra quem é o novo dono do bairro.
Se antes os traficantes já tentavam impor regras na região, atualmente, sem a presença constante da Polícia Militar, as regras estão mais rígidas.
Segundo moradores denunciaram ao OSG, novas barreiras de ferro foram instaladas em diversas ruas do bairro, inclusive, próximo de onde funcionava o DPO.
Além de perderem o direito de ir e vir, os moradores contaram também que são obrigados a conviverem com bailes funks, patrocinado pelo tráfico de drogas.
"Agora são dois bailes em dias diferentes. Não podemos chegar em casa com nossos carros. A saída da polícia deixou os moradores entregues aos criminosos", desabafou um morador.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar esclareceu que a corporação, através do policiamento ostensivo e a distribuição estratégica de efetivo, trabalha de maneira constante para coibir a colocação de artefatos que possam obstruir as vias do perímetro urbano (barricadas).
" É importante considerar que a retirada desses obstáculos demanda mobilização de efetivo, incluindo a análise dos potenciais riscos envolvidos e a utilização de equipamentos adequados. Também lembramos das considerações, sobretudo, a respeito do resguardo com a vida da população local, policiais militares envolvidos e demais pessoas que circulam nestas regiões".
Retirada do DPO
Após sete anos em funcionamento, o Departamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Jóquei, em São Gonçalo, foi fechado. Embora moradores da região digam que o Estado tenha perdido na justiça o direito de usar o terreno, a Polícia Militar informou através de nota, que o local foi desativado por mudanças estratégicas.

"A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a estratégia aplicada pelo comando da corporação segue atrelada às análises das manchas criminais das regiões, sempre com o objetivo de diminuir os principais índices de criminalidade e estabelecer a sensação de segurança da população.
Sobre as cabines, algumas estão sendo reformadas, tendo em vista que são equipamentos que com o passar do tempo necessitam de revisão da fundação, parte elétrica e hidráulica.
As cabines são úteis na proteção dos policiais, porém as que estão deterioradas prejudicam a segurança direta de quem passa na via. Dessa forma, e sob avaliação do comando, algumas estão sendo retiradas e outras revitalizadas e mantidas".