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Polícia Civil investiga casal que aplicava golpe em vendas de imóveis

Eles já causaram um prejuízo de R$ 431.450,00

relogio min de leitura | Redação 24 de maio de 2021 - 09:54
Foram registradas três queixas contra eles na 21ª DP (Bonsucesso)
Foram registradas três queixas contra eles na 21ª DP (Bonsucesso) -

Um casal que aplicava golpes em vendas de imóveis foi indiciado pela Polícia Civil. Ao todo, contra os dois acusados e os outros envolvidos no esquema de estelionato existem cerca de 15 denúncias feitas para a polícia. Segundo informações, os criminosos supostamente vendem um apartamento para a vítima, que paga a entrada do imóvel, mas esse dinheiro não é repassado para os legítimos donos do local. Em seguida, o casal some e não é mais encontrados pelas vítimas. Eles já causaram um prejuízo de R$ 431.450,00. 

De acordo com as informações da Polícia Civil, Leonardo Guttemberg dos Santos, de 40 anos, e sua parceira Juliana Pereira, de 27 anos, são os acusados do caso. Leonardo, que já trabalha na área de corretor de imóveis, encontra suas vítimas em sites de vendas de imóveis. Ele, então, entra em contato com as pessoas que querem realmente vender suas casas, se apresenta e pede autorização para ajudar na venda, afirmando que vai mostrar a casa para os clientes e etc. Ao receber a confirmação do proprietário, que confia no acusado por causa de sua profissão, Leonardo começa a mostrar os imóveis para as pessoas interessadas em comprar a casa. 

Em seguida, no golpe, Juliana ou outra amiga entravam em cena fingindo serem as donas dos locais que estão à venda. Com isso, a pessoa interessada acabava firmando um documento no cartório e pagando a entrada do imóvel para o casal, acreditando ter pago para o corretor e a dona do imóvel. Após conseguir o dinheiro, a dupla e outros envolvidos fogem e as vítimas ficam sem apartamento, sem o dinheiro e sem o contato com Leonardo e Juliana.

O casal já foi denunciado algumas outras vezes e respondem por processos na área civil, criminal e no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), onde, segundo o jornal O Dia, foi pedido que eles cancelassem suas inscrições como corretores, mas, até então, nada foi feito, já que o processo está em recurso. Eles foram intimados para depor na 21ª DP (Bonsucesso), onde foram registradas queixas contra eles, mas os dois não foram encontrados.

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