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Falso médico atuou em 11 clínicas ao redor do estado, incluindo em Itaboraí

O acusado chegou a atender 3 mil pacientes sob o nome falso

relogio min de leitura | Redação 20 de maio de 2021 - 16:34
O farsante admitiu ter abandonado a faculdade de medicina no sexto período
O farsante admitiu ter abandonado a faculdade de medicina no sexto período -

O falso médico Itamberg Saldanha, que usava a identidade e o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de outro profissional, trabalhou em ao menos 11 unidades de saúde. Conhecido como Berg, ele foi preso na última terça-feira (18) em flagrante enquanto dava plantão na UPA de Realengo.

De acordo com a Polícia Civil, Itamberg abriu uma conta bancária com o nome do verdadeiro médico, tratou cerca de 3 mil pacientes e concedeu atestados de óbitos. Ele chegou a cobrar de R$ 40 a R$ 60 por consultas rápidas no condomínio onde mora, em Campo Grande. 

No Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, o médico falso postou uma foto e escreveu para um seguidor que tinha vaga de trabalho disponível na Clínica da Família na Penha. Em 2019, ele trabalhou em uma Clínica da Família em Rio das Pedras e registrou o dia com os colegas de profissão.

O médico também trabalhou em outras partes do estado, incluindo em Itaboraí, no Hospital Desembargador Leal Júnior. 

Ao todo, ele trabalhou em 11 unidades de saúde: O Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda; Hospital Melchiades Calazans, em Nilópolis; UPA de Mesquita; Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias; Hospital Desembargador Leal Júnior, em Itaboraí; All Lab, no Centro do Rio; UPA de Realengo; UPA de Bangu; UPA de Marechal Hermes; UPA de Ricardo de Albuquerque; Clínica da Família de Rio das Pedras.

O farsante recebeu cerca de R$ 100 mil em salários. Porém, desde janeiro, ele deve R$ 1.551 no cartão de crédito. Na delegacia, ele contou que abandonou a faculdade de medicina no sexto período. 

A investigação começou quando o verdadeiro médico registrou queixa na 12ª DP (Copacabana) sobre seu nome e registro no CRM ter sido usado indevidamente na UPA de Realengo. Usando o nome de Álvaro, Itamberg Saldanha receitou medicamentos, assinou atestados de óbitos, abriu uma conta bancária no nome do médico verdadeiro e até mesmo tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19.

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