Polícia finaliza investigação sobre assassinato de PM em São Gonçalo
Três acusados de participação no crime ainda estão foragidos

A Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro enviou à 5ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo a conclusão do inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte do subtenente da Polícia Militar, Marcelo Ferrão da Costa, morto no dia 23 de fevereiro deste ano, no Barro Vermelho, em São Gonçalo. O documento pede a prisão de seis homens envolvidos no caso.
De acordo com as investigações, o policial foi morto ao tentar impedir o roubo a um caminhão que transportava uma carga de carnes. Segundo depoimentos recolhidos pelos agentes, os produtos seriam vendidos por criminosos nas comunidades do Galão e do Feijão, em São Gonçalo.
O inquérito apontou que um homem conhecido como Fluminense, seria o mandante do crime e teria ficado junto com o Cocão, no alto da comunidade monitorando o alvo. Quando avistaram o caminhão com a carga de carnes, a dupla informou ao suspeito, conhecido como Ruanzinho; e um outro conhecido como Peppa, ao Mascote; e Tipiri, que utilizaram um veículo Siena Prata para fazer o assalto.
A investigação apontou que o veículo com os quatro criminosos foi até a Rua 1º de Maio, no Barro Vermelho, onde abordaram o caminhão com a carga e ordenaram que o motorista os seguisse para dentro da comunidade. Foi nesse momento em que o subtenente Marcelo Ferrão, que estava com sua motocicleta próximo a uma mercearia do local, efetuou disparos contra os traficantes na tentativa de impedir o assalto, dando início a um confronto. Segundo o relatório, o policial caiu ao chão e ainda teve sua arma roubada.
A investigação destaca que após a obtenção de provas sobre a participação dos envolvidos no crime, Ruanzinho foi alvo de um mandado de prisão preventiva da Polícia Civil no dia 11 de março. Já no dia 18 de março, os agentes realizaram uma operação na Comunidade do Feijão com objetivo de cumprir os demais mandados contra os envolvidos, mas só conseguiram deter Peppa, enquanto Fluminense, Cocão e Mascote não foram encontrados e permaneceram foragidos.
Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos seis homens envolvidos na morte do agente por considerar que a liberdade dos mesmos apresenta risco à ordem pública e às testemunhas, já que "há grande potencial, se os indiciados permanecerem soltos, de que possam intimidar testemunhas e até mesmo comprometer a integridade física das mesmas, influindo negativamente na produção das provas durante a instrução criminal." Os criminosos podem ser enquadrados por roubo qualificado.
A conclusão do inquérito também aponta a importância e necessidade da prisão dos criminosos, afirmando que outras medidas não serão suficientes para impedir a liberdade dos acusados e que "tratam-se de criminosos contumazes que coagem e aterrorizam testemunhas daquela localidade."
*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares