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Ex-policial civil é executado

Inspetor integrou grupo composto por vereador e PMs acusados de ligação com ‘máfia das vans’

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 15 de novembro de 2015 - 21:54

O local onde o ex-inspetor foi assassinado a tiros em uma festa na Avenida Lúcio Tomé Feteira, no bairro do Vila Lage. Ele integrou a Polícia Civil do Rio de Janeiro

Foto: Filipe Aguiar

Por Marcela Freitas

Ex-inspetor da Policial Civil do Rio, Davi de Moura, foi assassinado a tiros, na madrugada de ontem, durante uma festa na Associação de Bares do Vila Lage, em São Gonçalo. Na mesma ação a esposa da vítima, que estava com o neto de nove meses no colo, também acabou atingida pelos disparos. A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca. A criança nada sofreu.

De acordo com testemunhas, Davi, a esposa e o neto estavam em uma festa de aniversário que acontecia no local, na Avenida Lúcio Tomé Feteira, quando por volta das 0h30, um homem jovem, vestindo roupas brancas, atravessou um beco simulando estar mexendo no celular. Ele se aproximou do ex-inspetor e fez um disparo. Davi ainda teria tentado correr atrás do suspeito, mas acabou sendo baleado outras vezes e morreu na hora.

A esposa da vítima, que estava sentada, foi atingida em uma das pernas. Após os disparos, o suspeito fugiu em um Corsa branco. Os pais do menino chegaram ao local logo após o crime. A criança havia passado o dia com os avós e, por esse motivo, foi levado ao aniversário. Eles disseram a polícia desconhecer qualquer problema envolvendo o ex-policial.

De acordo com moradores do local, Davi era muito respeitado. “Ninguém mexia com ele. Estamos sem entender o que aconteceu”, disse uma moradora. Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) esperam a recuperação da esposa da vítima para que ela possa ajudar na elucidação do crime. Até o fim da tarde de ontem, ela apresentava estado de saúde estável. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em SG.

Recordando - Em novembro de 2008, Davi de Moura foi um dos presos sob acusação de integrar um grupo composto por um vereador de SG e policiais militares ligados à exploração do transporte alternativo e de homicídios em São Gonçalo. A investigação foi da Delegacia de Repressão à ao Crime Organizado (Draco).

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