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Caso Henry: criança foi levada ao pediatra após mãe conversar com babá sobre agressões de Jairinho

No hospital, a mãe da criança contou que ele estava mancando após ter caído da cama

relogio min de leitura | Redação 12 de abril de 2021 - 08:52
O padrasto e a mãe da criança foram presos pelo caso
O padrasto e a mãe da criança foram presos pelo caso -

Uma nova atualização das investigações sobre o caso do menino Henry Borel, que foi levado ao hospital e morreu no dia 08 de março, foi dada pelo Fantástico no último domingo (11). Segundo o programa jornalístico, um dia após as conversas entre Monique Medeiros, a mãe da criança, e a babá Thayná Ferreira, que informou que Henry estava sendo agredido pelo Dr. Jairinho, padrasto de Henry, a mãe do menino o levou a um pediatra e, no hospital, informou que ele estava com dores por ter caído da cama.

Segundo informações, a polícia descobriu, enquanto investigava o caso, uma troca de mensagens de Monique e Thayná que ocorreu no dia 12 de fevereiro pelo WhatsApp. Nas mensagens, a mãe de Henry fica sabendo que o padrasto levou o menino para um quarto e que, de lá, a criança saiu mancando e sentindo dores. Ainda nessa situação, Thayná, a babá do menino, conta para a mãe da criança que Henry relata que tomou alguns chutes e outras agressões vindas do vereador enquanto estava no quarto sozinho com ele. Ou seja, Monique sabia das agressões contra o filho.

No dia seguinte, Henry foi levado por sua mãe até um pediatra. Monique contou ao médico que seu filho havia caído da cama por volta das 17h do dia anterior, momento em que ocorre a troca de mensagens entre Thayná e Monique, onde a mãe da criança fica sabendo que seu filho está sendo agredido por Jairinho. No documento do hospital, ainda consta que o menino estava mancando. Monique relatou para o médico que seu filho acordou neste dia assim após cair da cama, apenas com dor, mas sem febre. Nos exames feitos no dia no hospital, a estrutura óssea do menino não foi afetada.

A ida ao hospital no dia 13 de fevereiro foi descoberta pelo Fantástica, já que o episódio não foi relatado por Jairinho e por Monique em seus depoimentos sobre o caso.

Vale lembrar que Monique e Dr. Jairinho foram presos por 30 dias na última semana. Os dois foram acusados do homicídio duplamente qualificado de Henry Borel, de quatro anos. A polícia chegou nessa conclusão após investigar o caso, ouvir testemunhas, conseguir as conversas que ocorreram entre Monique e Thayná e realizar diversas simulações do ocorrido na noite do dia 07 de março, o dia anterior à morte de Henry. Segundo os laudos periciais assinados por oito peritos, o menino teria sido agredido várias vezes na noite em que veio a óbito.

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