Caso Henry: Dr. Jairinho e mãe não comparecem a reconstituição da morte do menino
Advogado do casal desejava que a simulação fosse adiada para a próxima segunda-feira (05)

A reconstituição da morte de Henry Borel, de 8 anos, ocorreu na tarde desta quinta-feira no condomínio Majestic, no Cidade Jardim. A mãe do garoto, Monique Medeiros, e o padastro, o vereador Dr. Jairinho, não apareceram na simulação do caso.
A defesa do casal entrou, na última quarta-feira (31), com pedido de adiamento da reconstituição do caso. Segundo os representantes, a mãe está em "estado grave de depressão" e esse seria o motivo para uma nova data. O pedido foi negado pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). As informações são de O DIA.
Os policiais deixaram o local por volta das 18h. Segundo o advogado do casal, André França, ele mesmo os orientou a não comparecer na reprodução simulada.
"Nós optamos por orientá-los a não participar de maneira alguma. Ao longo desses dias, apresentações certa de 22 petições e formulamos inúmeros requerimentos. Eu nem consegui acesso aos autos ainda. Nós não temos acesso a vídeos e a inúmeras declarações. O que a gente tem pedido e solicitado desde então, não tem sido atendido. O delegado nos avisou ontem (quarta-feira) que o procedimento seria hoje (quinta-feira). Nós pedimos apenas para que ele mudasse para a segunda-feira (5)", afirmou o advogado.
França disse também que desejava a presença de um perito assistente de outro estado para acompanhar a reconstituição.
"Estamos no meio de um feriado, com pandemia. Há a dificuldade de trazê-lo do Rio Grande do Sul para cá. Além disso, a Monique (mãe de Henry) se encontra sob efeito de medicamentos e acompanhamento psiquiátrico, assim como o Jairinho", acrescentou.
Depois de comentários sobre a reconstituição, o advogado afirmou que ele mesmo iria participar do processo de simulação.
No local da reconstituição, houve a participação de peritos do Instituto Médico Legal (IML), do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e de policiais da 16ª DP. Um boneco com aspectos de Henry foi utilizado para encenar a narrativa que Jairinho e Monique deram nos depoimentos.
Durante o procedimento, peritos realizaram coletas de manchas nas paredes da sala e do quarto. Apesar de terem pensado ser sangue, a possibilidade já foi descartada.
Henry Borel morreu na madrugada do último dia 8. A Polícia Civil já ouviu mais de 15 testemunhas do ocorrido. Uma ex-namorada de Jairinho o denunciou por agressões contra ela e a filha, que na época era menor. Já os médicos que procuraram atender Henry afirmaram que o garoto já chegou morto ao hospital.