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'Lampião', Líder do 'CV' e financiador de 'guerra' em SG, 'sai de cena' no Nordeste

Ele seria um dos financiadores da facção contra 'TCP' no Complexo da Alma. Saiba quem está envolvido no conflito, que dura desde fim de novembro do ano passado

relogio min de leitura | Redação 23 de março de 2021 - 21:31
Imagem ilustrativa da imagem 'Lampião', Líder do  'CV' e financiador de 'guerra' em SG,  'sai de cena' no Nordeste

Os setores de inteligência da polícia do Estado do Rio trabalham para identificar e prender os responsáveis pela disputa do monopólio do tráfico de drogas em São Gonçalo, que envolve duas das maiores facções criminosas que atuam na região: o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa, que contextualiza a ambição por 'negócios' que podem render até R$ 100 mil na cidade em apenas um único dia, ganhou apoio de criminosos de outros pontos do Grande Rio e até de outros estados do Nordeste brasileiro, como o  Ceará e o Pará.

Um dos pivôs dessa 'guerra', um dos líderes do CV no Nordeste e acusado de dar apoio aos traficantes das comunidades do Salgueiro e do Anaia, na disputa pelo Complexo da Alma, em SG,  está preso desde o último dia 16 de fevereiro. Identificado como Maximiliano, o Lampião ou Gordo, como também é conhecido no bairro de Umarizal, em Belém do Pará, ele teria ficado 'hospedado' nas duas comunidades de São Gonçalo, no ano passado, com alguns colaboradores, ou Bonde do Lampião, para dar apoio pessoal nas ações de invasão ao Complexo da Alma, que começaram no final de novembro.

Segundo levantamentos da polícia, ele seria um dos principais fornecedores de drogas para várias regiões dominadas pelo CV em outras regiões do Nordeste, como o Ceará, Pernambuco e o Pará. E vivia tranquilamente em um apartamento confortável em Umarizal, onde foi localizado. Em um sítio, a polícia localizou nada menos do que 600 quilos de drogas que seriam distribuídos em seus redutos, entre eles o Estado do Rio, onde pretendia se expandir atualmente, segundo a polícia.  

Mesmo preso, Lampião teria recebido, com alegria, a notícia de que sua facção estaria vencendo a disputa com o TCP no Complexo da Alma, que fica no Bairro Almerinda, e também é composto pelas comunidades do  590, do Complexo da Dita, no Coelho, e da Vila Candoza, no jóquei. O interesse do Bonde do Lampião na disputa, envolveria lucros com o fornecimento de drogas para as comunidades de São Gonçalo. 

A polícia do Estado do Rio mantém investigações com colegas do Nordeste para tentar estabelecer como seria esse intercâmbio e também identificar os criminosos que dão apoio a criminosos do Rio. Segundo levantamentos da polícia, Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, apontado como o responsável pelo controle do tráfico no Complexo do Salgueiro e do Jardim Catarina, é um dos pilares da tentativa de monopolizar o controle de territórios na cidade. Para isso, os criminosos do Salgueiro se associaram a outros traficantes do CV no Complexo do Anaia, além de outras comunidades ligadas à facção no Engenho do Roçado e Rio do Ouro. 

Do outro lado, tentando voltar a controlar as comunidades do Jóquei, Amendoeira e Coelho, está o homem apontado como líder da venda de drogas no Complexo da Alma, André Luiz dos Santos Affonso, o Pai, de 38 anos, que é oriundo do Complexo da Maré, no Rio. Outros traficantes identificados pela polícia e também envolvidos com ele estão Higor Gustavo Conceição da Silva, de 29 anos, Douglas Vieira da Silva, o Flamengo ou Pochete, de 31, e Flávio Igor Correia, de 23. 

Todos são citados em um inquérito da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), como envolvidos na morte de dois soldados do Exército, em meados do ano passado, no Coelho, em São Gonçalo.   

Origem -  A eventual conquista do Complexo da Alma, seria também uma forma de Rabicó se vingar de Pai, que segundo as investigações, é odiado por criminosos do CV em SG por ele ter apoiado o plano de Thomas Jayson Vieira Gomes, o 3N, logo que ele deixou a primeira facção, no Complexo do Salgueiro, em abril de 2019, para tentar expandir os 'negócios' do TCP na cidade. Thomas Jayson acabou morrendo, em 26 de novembro do ano retrasado, em seu esconderijo, em Cabuçu, Itaboraí, junto com cinco dos principais colaboradores, durante uma megaoperação das Polícias Civil e Militar para prendê-lo. 

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