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Daniel Silveira deixa prisão no dia em que Marielle foi morta há três anos

PM foi eleito deputado após quebrar placa com nome da vereadora assassinada

relogio min de leitura | Redação 14 de março de 2021 - 19:53
Em outubro de 2018, Daniel Silveira se tornou um símbolo da direita após quebrar placa com nome de Marielle
Em outubro de 2018, Daniel Silveira se tornou um símbolo da direita após quebrar placa com nome de Marielle -

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) deixou o Batalhão Especial Prisional (BEP) de Niterói, por volta das 16h30 deste domingo (14), após 26 dias de prisão. Por coincidência, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a ida do parlamentar para prisão domiciliar no mesmo dia em que a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi assassinada junto com o seu motorista Anderson Gomes há três anos, em 2018. Em outubro daquele ano, Daniel Silveira se tornou um símbolo da direita e acabou eleito, ao divulgar um vídeo onde mostrava como 'troféu' uma placa com o nome de Marielle, que ele havia arrancado e quebrado. 

A rua onde se localiza o BEP foi interditada pela Polícia Militar para que o carro que buscou o parlamentar saísse sem enfrentar o trânsito. Cerca de 40 admiradores do deputado foram à unidade prisional em apoio ao parlamentar e chegaram a cercar o veículo. 

Na saída da prisão, Silveira, ainda dentro do carro, ganhou um buquê de flores de uma fã. O deputado não falou com a imprensa - a decisão judicial expedida por Alexandre de Moraes o impede de dar entrevistas sem autorização judicial.

O deputado foi para casa, em Petrópolis, onde cumprirá prisão domiciliar.

A decisão judicial que o libertou foi emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (DTF) Alexandre de Moraes, que também foi o autor da ordem de prisão que colocou Daniel Silveira na prisão. 

A defesa de Silveira não gostou da decisão deste domingo e disse que o decreto de prisão domiciliar é "desprovido de fundamentação idônea".

"Os argumentos usados pelo ministro (Alexandre de Moraes) não guardam relação com o objeto da prisão levada a termo ao arrepio do Comando Constitucional", alega a defesa do deputado, que diz ainda que vai recorrer da ordem de prisão domiciliar.

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