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Polícia tenta localizar contraventor acusado de ser mandante de execução de rival

Polícia tentou cumprir mandado de prisão contra Rogério Andrade, sem sucesso, no fim de semana.

relogio min de leitura | Redação 14 de março de 2021 - 14:51
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Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DGC) tentaram, no fim de semana, cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça contra o contraventor Rogério de Andrade, apontado nas investigações realizadas pela polícia como o mandante da morte de Fernando Iggnácio, em 10 de novembro do ano passado, no Recreio, área nobre do Rio de Janeiro. Os policiais foram a vários endereços mas não localizaram Rogério.   

Os motivos do assassinato de Fernando Iggnácio, segundo as investigações da DHC, seriam por conta da disputa pelo controle do 'império' da contravenção, além de imóveis e dinheiro, deixados pelo bicheiro e ex-presidente de honra da escola de samba da Mocidade Independente de Padre Miguel e do Bangu Atlético Clube, Castor de Andrade, que morreu em meados da década de 90, de causas naturais. Rogerio e Fernando são, respectivamente, sobrinho e genro de Castor. Desde sua morte, segundo a polícia, os dois disputam o monopólio dos 'negócios' deixados por Castor. 

Além de Rogério, tiveram a prisão preventiva outras cinco pessoas: Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigo Santos da Cruz, Pedro Emmanuel D'onofre Andrade Silva Cordeiro, Otto Samuel D'onofre Silva Cordeiro e Márcio Araújo de Souza. O último é apontado como chefe da segurança de Rogério e teria contratado os demais para executar Iggnácio, surpreendido dentro de um heliporto, quando chegava de viagem de Angra dos Reis. 

Segundo a polícia, todos os acusados já haviam ido ao local para fazer levantamentos sobre o roteiro que Fernando Iggnácio Faria - era comum ele dispensar seus seguranças quando usava o local para ir de helicóptero passar os fins de semana em uma ilha em Angra dos Reis. Os advogados de Rogério Andrade contestaram a fundamentação do pedido de prisão e informaram que vão entrar com um habeas corpus na Justiça para tentar a revogação do mandado, expedido pela juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal do Fórum da Capital. 

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