Prisão preventiva é decretada para Rogério Andrade e outros cinco envolvidos na morte de Fernando Iggnácio
De acordo com as investigações, o contraventor teria sido o mandante do assassinato

Na noite desta sexta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Rio decretou a prisão preventiva do contraventor Rogério Andrade e de mais outras cinco pessoas, acusadas de ter envolvimento no assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrida no final do ano passado. A juíza Viviane Ramos de Faria solicitou também a prisão preventiva de Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigo Santos da Cruz, Pedro Emmanuel D’onofro Andrade Silva Cordeiro, Otto Samuel D’onofre Silva Cordeiro e Márcio Araújo de Souza.
Rogério Andrade foi denunciado pelo Ministério Público do Rio, pela suspeita de ser o mandante da morte de Fernando Iggnácio, e os demais cúmplices do crime. Márcio Araújo é um dos responsáveis pela segurança pessoal do contraventor, sendo ele que contratou os demais suspeitos para executar o pedido do assassinato. Rogério e Iggnácio viviam se desentendendo, desde a década de 90, logo depois da morte de Castor de Andrade, conhecido como “Capo” do jogo do bicho pela região, também muito influente em Bangu e Padre Miguel. Rogério é sobrinho, e Iggnácio, o genro do falecido contraventor, que segundo a polícia, montou na Zona Oeste da capital, um autêntico 'império' da contravenção, com centenas de pontos de apostas e de máquinas caça-níqueis.
O CRIME
No dia 10 de novembro do ano passado, Fernando Iggnácio foi morto no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Ele era genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade. Na ocasião, Fernando retornava de Angra dos Reis em um helicóptero, quando foi baleado inúmeras vezes em sua cabeça durante sua caminhada até seu carro. As investigações indicavam que Rogério Silva das Neves e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, chamado de “Farofa”, eram seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, ao qual Rogério é patrono.
Na época, uma busca foi realizada para a apreensão de Marcio Araújo de Souza, que é chefe de segurança de Rogério Andrade. Em seu depoimento para os agentes, Araújo afirmou não conhecer o contraventor, contudo, a polícia já estava de posse de um vídeo do circuito interno do Hospital Barra D’Or, gravado em 2017, ao qual Araújo realizava a escolta de Rogério. A segurança se devia em razão da mulher de Rogério ter sido baleada, e socorrida pelo hospital.
Já são considerados foragidos da Justiça Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, policial militar no estado de São Paulo, seu irmão Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, ex-PM, e Ygor Rodrigues Santos da Cruz.