Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Família busca ex-militar que foi sequestrado em Monjolos, São Gonçalo

Carlos Gabriel desapareceu há três dias

relogio min de leitura | Redação 29 de janeiro de 2021 - 16:55
Carlos Gabriel desapareceu há três dias
Carlos Gabriel desapareceu há três dias -

Por Claudionei Abreu*

Carlos Gabriel da Rosa Lima, de 20 anos, ex-militar do 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército, está desaparecido desde o último dia 26 de janeiro. Segundo informações recebidas pela família, Gabriel foi sequestrado e assassinado por homens em um carro Honda Civic que se teriam se identificado como policiais. 

Carlos Gabriel estava em Monjolos, onde mora seu avô, e teria saído à noite, por volta das 22h, para ir ao Campo do Canequinho, no mesmo bairro, com dois amigos, após receber uma ligação. Ao chegarem ao local, os três foram abordados por homens em um carro Honda Civic, se passando por policiais. Segundo os amigos de Gabriel contaram à mãe dele, os homens fizeram uma abordagem e perguntaram o que estavam fazendo na rua e bateram nos jovens questionando se eles estavam fazendo algo de errado.

Após a abordagem, os homens ordenaram que Gabriel entrasse no porta-malas do veículo, enquanto os dois amigos saíram e avisaram a mãe de Gabriel sobre o ocorrido. Os amigos e a mãe do jovem foram até a 73º DP (Neves) para fazer o registro da ocorrência. De acordo com informações recebidas pela família, no trajeto, Gabriel teria conseguido abrir o porta-malas do veículo e caiu no chão, já ferido, se levantou e tentou fugir. Ao notarem o que aconteceu, os homens voltaram e dispararam tiros contra Gabriel. Eles deixaram o local, mas acabaram voltando horas depois e levaram o corpo do jovem, que não foi encontrado até o momento. 

Nas redes sociais, pessoas relataram que chegaram a ver o corpo de um homem em uma das ruas do bairro e também disseram que horas depois o corpo havia sumido, sendo levado em um veículo sem identificação.

Ao jornal O São Gonçalo, a mãe de Gabriel, Izalena Dias, acredita que seja necessária a quebra do sigilo telefônico do jovem para saber se ele teve alguma conversa ou se teria marcado de encontrar com alguém no local em que houve o sequestro. Ela afirmou também que questionou os amigos de Gabriel sobre o que poderia ter acontecido, mas os jovens também disseram que não sabem o que pode ter motivado o crime. Ela acredita que o celular do jovem possa conter informações necessárias e o histórico de ligações que ajude nas investigações. O aparelho foi levado pelos homens que o sequestraram. 

Nas redes sociais, Izalena gravou um vídeo pedindo que, caso seu filho tenha sido realmente morto, os criminosos entreguem o corpo à família para que ela possa fazer o enterro.

"Não me interessa quem fez isso com meu filho, porque não vai trazer ele de volta. Eu só queria poder dar um enterro digno pra ele. Peço, por favor, que essas pessoas que fizeram isso com meu filho... Eu sei que vocês tem família, tem um pouco de humanidade... Que o Espírito Santo toque em vocês e vocês entreguem onde está o meu filho, pelo menos para eu fazer um enterro digno. Estou há dois dias sem dormir e minha vontade nesse momento é que Deus me levasse junto. É muita dor que estou sentindo!", implora a mãe, às lágrimas. 

A família já foi até o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo, e também procurou informações nos hospitais da região, mas até o momento não há nenhuma notícia sobre Gabriel. 

No último ano, nas redes sociais, a mãe de Gabriel celebrou a conquista do filho ao ingressar no curso de paraquedista do Exército Brasileiro.

"Passou um filme na minha cabeça! Quanto choro, quanto joelho no chão! A fé e o amor me sustentaram e hoje eu choro, mas é de orgulho e gratidão! Obrigado, Deus, por me sustentar quando achei que não conseguiria! Tirava forças, me levantava e renovava a minha fé. Eu clamava com toda minha força: "é meu filho, senhor, é teu filho, me ajuda!". Gratidão! Vou sempre te abençoar e interceder por você, meu filho! Quanto orgulho!", escreveu. 

Izalena afirmou que não tem informações sobre possíveis desavenças e inimizades de Gabriel e disse que os amigos que estavam com o jovem no momento do sequestro também não consideram essa hipótese.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que as investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e que os agentes estão em contato com familiares em busca de informações que ajudem a localizar a vítima.

O São Gonçalo também pediu um posicionamento do Comando Militar do Leste que informou que Carlos Gabriel da Rosa não é mais integrante do Exercito, pois foi licenciado por término do serviço militar obrigatório no último dia 13.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

Matérias Relacionadas