Polícia acusa rapper BigNato de integrar quadrilha internacional de drogas

Investigações apontam ligação dele com um alemão procurado pela Interpol

Escrito por Redação 24/01/2021 19:18, atualizado em 24/01/2021 20:13
O cantor vem sendo vigiado por agentes desde novembro
O cantor vem sendo vigiado por agentes desde novembro . Foto: Reprodução/Internet

O cantor Diego da Silva Simões Filho, conhecido como Beto ou BigNato, de 24 anos, é acusado de integrar um grupo que comprava ecstasy e outros entorpecentes em países da Europa e os revendia no Rio. Ele foi preso na última sexta-feira (22), junto com sua namorada Leidiane Vernes de Andrade Ferreira, de 19 anos, por agentes da 13ª DP (Ipanema). O casal, até então, estava sendo acusado de revender as drogas em casas de festas e show. As informações foram publicadas nesse domingo, no Jornal Extra.

Após depoimentos de BigNato, a polícia conseguiu descobrir que ele trabalharia em conjunto com o alemão Andreas Michael Leyendecker, de 60 anos. 

Leyendecker é conhecido por diversos crimes na Alemanha. Ele, inclusive, já foi procurado pela Interpol por roubar um carro forte em seu país de origem em 1990. Ele fugiu para o Brasil após o crime, mas foi preso em 1992 e extraditado de volta para seu país. Lá, ele foi condenado a cinco anos e três meses de prisão, mas conseguiu fugir em apenas quinze meses. Andreas só foi preso novamente em 2010, quando a Polícia Federal o localizou no posto de imigração de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Até então, ele vivia na Bolívia. Na ocasião, ele confessou ter roubado outro carro forte na Alemanha, mas em 2005. No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal decretou a prisão e extradição do alemão que, no entanto, cerca de um ano depois, afirmou que tinha duas filhas e uma namorada no Brasil. Nesse ano, ele conseguiu a revogação de sua prisão. 

Andreas foi detido novamente em novembro de 2020, por causa do grupo que trabalhava com BigNato. Desde então, o cantor vinha sendo vigiado por agentes.

Segundo as investigações, o rapper fazia a negociação dos entorpecentes através das redes sociais. O casal vai responder por tráfico e associação ao tráfico. Junto com o casal foram apreendidas drogas, uma balança, um radiotransmissor e a réplica de uma pistola.

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