Crianças desaparecidas: chefes do tráfico teriam ordenado tortura a falso acusado na Baixada

Após espancamento, homem foi levado à polícia, que não confirmou envolvimento. Crianças, de 8, 10 e 11 anos, estão sumidas

Escrito por Redação 12/01/2021 21:39, atualizado em 12/01/2021 22:36
. Foto: Divulgação


Traficantes de drogas podem estar por trás do episódio que culminou com a tortura e apresentação à polícia de um falso acusado de ser o responsável pelo desaparecimento de três crianças na Baixada Fluminense. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHFB) instaurou inquérito, nesta terça-feira (12), para apurar se partiu de criminosos que agem na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, a ordem para que um morador se apresentasse à polícia, após sofrer espancamentos no local. 


Após a apresentação do homem sede da DHBF, os moradores protestaram no local e chegaram a incendiar um ônibus ao saberem que a polícia não considerava o morador como o responsável pelo desaparecimento de Lucas Matheus, 8, Alexandre da Silva, 10, e Fernando Henrique, 11, no fim do ano passado. Conforme as investigações, o homem foi preso por armazenar conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes em seu celular, mas não tem relações com o sumiço dos meninos. No fim da tarde, policiais fizeram novas buscas, mas não encontraram pistas.


Segundo os agentes da especializada, a tortura foi ordenada pelos líderes do tráfico local, identificados como José Carlos dos Prazeres Silva, o Piranha, e Wiler Castro da Silva, vulgo o Estala, ambos foragidos. A DHBF pede a colaboração de todos com informações sobre o desaparecimento das crianças e informações que levem à prisão dos bandidos. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 98596-7442 (WhatsApp). 

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