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Sem dinheiro, cozinheira acaba ferida em tentativa de assalto

relogio min de leitura | Redação 29 de outubro de 2015 - 21:35

Vítima, de 54 anos, ficou ferida no rosto e nos braços

Foto: Leonado Ferraz

Por Renata Sena

bordada por motoqueiros durante uma tentativa de assalto, uma cozinheira, de 54 anos, viveu momentos de terror na Rua Cardeal Arco Verde, no Laranjal, na madrugada da última quarta-feira.

Irritados com o fato da vítima não ter dinheiro, um dos assaltantes a agrediu verbalmente e ordenou que ela corresse, sob a mira de um revólver. Apavorada, ela tropeçou e bateu com o rosto no chão, ficando gravemente ferida. A cozinheira contou que havia acabado de sair do trabalho, quando foi abordada pelos criminosos, que estavam numa motocicleta vermelha.

“Eles pegaram minha bolsa e começaram a revirar. Quando viram que não tinha dinheiro, nem nada de valor, me chamaram de vagabunda e me ameaçaram de morte. Em seguida, com a arma apontada na minha direção, ordenaram que eu corresse. Fiquei nervosa e acabei caindo”, recordou mulher, que saía do seu segundo emprego. “Eu trabalho muito. Fiquei muito abalada de ser chamada de vagabunda. Achei que eles iam atirar nas minhas costas”, completou emocionada.

Com a queda, a cozinheira sofreu ferimentos no braço e no rosto. Ela acrescentou que é sexta vez que ela é vítima de assalto no Laranjal, onde mora há seis anos. No bairro, não é difícil encontrar outras vítimas. “Entraram na minha casa e levaram um monte de coisa. Até nos carros que estavam na garagem eles entraram e reviraram”, contou uma moradora.

Para driblar a ação dos assaltantes, comerciantes estão mudando os horários de trabalho. “Agora, quando acaba o movimento na rua eu baixo as portas. Mas isso não funciona muito não, pois até à tarde tem assalto”, desabafou um comerciante, que pediu anonimato.

“Queremos que a polícia olhe pelo nosso bairro. Estamos em risco”, finalizou a cozinheira.

Comandante do 7ºBPM (São Gonçalo), o tenente-coronel Almyr Cabral informou que desconhecia a série de assaltos praticados na região. O oficial reforçou a importâncias das vítimas registrarem os crimes na delegacia.

“A polícia trabalha com base em estatísticas. Por isso, é preciso verificar se os casos estão sendo registrados. Só assim nós podemos agir. De qualquer forma, vou mandar intensificar o patrulhamento nas ruas do bairro”, explicou Almyr.

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