Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,1964 | Euro R$ 6,0689
Search

Alcoolemia deve ser zero na gravidez

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 15 de outubro de 2015 - 20:40
Foto: Divulgação

Já ouviu falar da Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF)? A doença, causada pela ingestão excessiva de álcool no período da gestação, implica em problemas graves e irreversíveis ao bebê. Mais sério do que se pode imaginar, o transtorno pode comprometer o sistema nervoso da criança e gerar os mais variados problemas, como má formação congênita facial, neurológica, cardíaca e renal; déficit de crescimento; atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e prejuízos no desenvolvimento cognitivo e comportamental.

Segundo a ginecologista e obstetra Mariana Halla, a criança com SAF pode apresentar ainda baixo peso ao nascer, alterações na visão e na audição, alterações neurológicas como convulsões, baixo QI, distúrbios comportamentais e dificuldade de aprendizagem.

“Os sintomas variam já que a passagem do etanol pela placenta e o grau de metabolização pelo fígado são variáveis. O álcool atravessa a placenta pelo sangue materno e se concentra no líquido amniótico, que funciona como um reservatório. Cerca de 40 a 60 minutos após a ingestão, os níveis de álcool no sangue fetal são iguais ao materno”, explica a especialista. Como o organismo do feto não está apto a metabolizar o álcool, ele demora duas vezes mais para eliminá-lo do que a mãe e os efeitos duram mais tempo e de forma mais intensa.

Ainda de acordo com a médica, diagnosticar a Síndrome do Alcoolismo Fetal é complicado pois não existe um exame laboratorial que a comprove.

“Para isso, é feita uma avaliação clínica, levando em conta o histórico da paciente, observando seu comportamento, suas alterações físicas e o desenvolvimento do feto”, esclarece Mariana Halla.

Como não existe cura, o mais recomendado é não ingerir qualquer quantidade de álcool durante a gestação.
“Eu costumo beber bastante quando saía à noite. Mas quando soube, por acaso, que eu estava grávida há quase um mês, fiquei com medo e parei imediatamente. Nada é mais importante que a saúde do nosso filho”, disse a vendedora Viviane de Souza, de 27 anos.

Matérias Relacionadas