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Contaminação de escovas de dentes deixadas no banheiro é frequente

relogio min de leitura | Escrito por Redação 20 de agosto de 2015 - 20:13

Um estudo realizado pela Sociedade Americana de Microbiologia aponta que, independente do método de armazenamento, 60% das escovas de dentes deixadas no banheiro são contaminadas. A pesquisa foi feita com estudantes da Universidade de Quinnipiac, em Connecticut, Estados Unidos. Mas como evitar que isso aconteça? Especialistas dão algumas dicas de como diminuir o número de bactérias nas escovas.

De acordo com o dentista William Frossard, as escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, de um a quatro minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar alvo de contaminação por diferentes tipos de bactérias.

“Entre os maiores agentes contaminadores estão o estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente”, explica.

Para William, a contaminação acontece porque as pessoas não sabem identificar os indícios de possíveis contágios ou de proliferação de micróbios.

“Muita gente nem percebe quando a escova fica com restos de alimento ou pasta de dente entre suas cerdas, mas é fundamental evitar que isso aconteça. É preciso observar que eventualmente um sangramento pode acontecer no ato da escovação, ou frequentemente (casos de gengivite, quando é fundamental a consulta profissional), e é comum ficar depositado na escova e pode ser fonte de proliferação bacteriana”, detalha.

Já a dentista da Clínica Saints Dental Clinic, Maria Luiza dos Santos, explica que a contaminação possível de identificar a olho nu, muitas vezes, devido ao uso prolongado da mesma escova de dentes, são umas manchas pretas, como se fosse bolor. Para a especialista, é recomendável a troca das escovas mensalmente.

“A cada 30 dias se deve jogar a escova de dentes fora e substituí-la por outra, mesmo que as cerdas não estejam esgarçadas. Além disto, é bom mantê-las em lugares secos e ventilados e de forma que só seja manuseada por nós mesmos, porque não há como esterilizá-las. O uso de água quente e enxaguantes bucais não esterilizam as escovas, mas devem ser utilizados diariamente para limpar e diminuir o número de bactérias”, salienta.

Outra maneira de evitar a contaminação, segundo Maria Luiza dos Santos, é guardar a escova o mais longe possível da vasos sanitários e separadas de outras escovas, mesmo que sejam de pessoas da mesma família. A especialista completa ainda que, antes de guardar a escova na capinha, em casos de viagens, é necessário deixá-la secar porque a umidade ajuda a proliferar bactérias.

É preciso guardar escovas separadamente, mesmo que de pessoas da mesma família Maria Luiza dos Santos

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