Os limites da proteção: cuidados com repelentes em bebês

Médicos dão recomendações básicas, como pais lerem os rótulos dos produtos antes de usar
Foto: DivulgaçãoPreocupados com a saúde das crianças, os pais acabam recorrendo ao uso de repelentes. Mas no caso dos bebês, alguns cuidados precisam ser tomados em relação às fórmulas químicas destes produtos.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), os princípios ativos indicados são o “deet”, que pode ser usado em crianças com mais de 2 anos desde que não seja aplicado mais de três vezes ao dia e o “IR 3535”, para crianças com mais de 6 meses. Eles são permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém é aconselhável ter orientação de um pediatra. Já dos 2 aos 12 anos, é possível usar compostos com a substância “icaridina”. Os que contêm dietiltoluamida são permitidos apenas para adolescentes acima dos 12 anos.
Para os especialistas, é importante ler o rótulo do produto com atenção. Gestantes e indivíduos alérgicos aos componentes dos repelentes também devem evitar o uso desses componentes.
Para a alergista Helena Maria Vieira, da Sociedade Catarinense de Pediatria, também são válidas outras instruções.
“As crianças nunca devem dormir com repelentes aplicados na pele e é importante ser evitada a aplicação na região da face. Durante a exposição ao sol, quando for necessário, é recomendada a utilização do protetor solar, sendo importante aguardar a absorção completa do produto pela pele, que ocorre em cera de 20 minutos, para somente depois ser aplicado o repelente”, explicou a médica.