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Um basta ao sedentarismo

Especialistas dão dicas para conscientizar sobre riscos de doenças

relogio min de leitura | Redação 12 de junho de 2015 - 15:50

Uma das consequências principais da falta de exercício físico é a hipertensão

Foto: Divulgação

Últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o sedentarismo no Brasil revelam que quase metade da população sofre de um dos considerados males do século: o sedentarismo. Cerca de 46% dos adultos, que correspondem a um total de 67,2 milhões de pessoas, são sedentários. Preocupada com tal realidade, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), relaciona a hipertensão como uma das consequências do sedentarismo e pede conscientização da população.

Para a entidade, além do sedentarismo, o estresse, maus hábitos alimentares, excesso de peso e a idade são fatores de risco para a hipertensão, que tem estimativa de acometer 5 a 10% da população com até 18 anos, ou seja, 7 milhões de crianças e adolescentes e cerca de 30% da população adulta, chegando a mais de 50% na terceira idade. Já o estresse, por exemplo, está associado diretamente às doenças do coração e à hipertensão arterial – só no Brasil, 70% da população economicamente ativa sofre deste mal.

Entre outras consequências, o sedentarismo traz malefícios também à saúde dos ossos. O ortopedista Marcelo Erthal, diretor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Rio de Janeiro (SBOT-RJ) explica que os ossos são afetados, porque com a falta de atividades físicas, há o enfraquecimento da musculatura.

“Além disso, há o fator idade, quando ocorre naturalmente a perda de massa muscular, e como os músculos são estabilizadores secundários das articulações, isso leva a problemas na estrutura óssea, consequentemente na postura”, esclarece o ortopedista.

Para Marcelo Erthal, uma das reclamações mais recorrentes utilizadas como justificativa para o sedentarismo, é a falta de tempo. “A maioria dos pacientes reclamam do tempo perdido no trânsito. Além das atividades cotidianas, o tempo no trabalho e no trânsito são as reclamações mais comuns”, conta.

Para o treinador físico Daniel Marinelli, após uma consulta ao médico, o primeiro passo para realizar atividade física é escolher uma que proporcione prazer.

“Seja dançar, pedalar, caminhar, nadar, entre outras, o importante é buscar uma que proporcione sensação de prazer e bem-estar durante a prática. Imprescindível também para esse processo é estar sempre acompanhado de um profissional capacitado de Educação Física, com fins de orientar e elaborar um programa de treino coerente, respeitando os limites e o condicionamento físico de cada um”, argumentou Daniel.

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