Vacinação infantil: prevenção acima de tudo
Se em outras épocas, a vacinação infantil era temida, atualmente, sua importância nem é mais discutida. Segundo o calendário nacional de vacinação mais atualizado, as crianças precisam receber, no mínimo, 25 doses de 11 diferentes vacinas até os 4 anos de idade.
São tais vacinas que oferecem imunidade a doenças graves, como tuberculose, hepatite, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia e febre amarela. Além delas, outras doenças mais comuns como rubéola, catapora, gastroenterite (infecção no aparelho digestivo causada por rotavírus) e o sarampo também podem ser evitadas por meio da vacinação.
Além de estarem disponíveis em campanhas, todas as vacinas são encontradas nos postos de saúde durante todo o ano, com exceção da vacina influenza, aplicada visando à sazonalidade do vírus. Porém ela continua disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais para grupos de risco.
Para os que ainda duvidam da eficácia ou temem possíveis efeitos colaterais, a pediatra Tania Petraglia, membro da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio (Soperj) dá um argumento incontestável.
“Os benefícios proporcionados pela vacinação superam os riscos de eventos adversos atribuídos às vacinas. Vacinar é o melhor caminho para a prevenção das doenças imunopreveníveis”, explicou a médica.
A vendedora Viviane Soares, de 26 anos, conta que pode esquecer de muitas coisas, mas nunca do calendário de vacinação da filha Izabela, de 1 ano e 4 meses.
“Sempre estou atenta. A próxima vacina agora é só daqui a três anos, com o segundo reforço da pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e pneumonia)”, contou Viviane.
Sarampo pode comprometer visão
Entre as doenças imunopreveníveis está o sarampo, doença aparentemente simples mas altamente contagiosa que afeta geralmente bebês e crianças, e se não combatida pode comprometer a visão.
De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, nos primeiros meses de vida, antes de aparecerem erupções na pele, o vírus do sarampo pode atingir a córnea, membrana transparente que fica na frente do olho e funciona como uma lente.
“Quando o vírus atinge a córnea provoca ceratite, inflamação que deve ser tratada imediatamente para não comprometer a visão”, explicou o especialista. Queiroz Neto ressalta que o sistema ocular não está totalmente formado ao nascermos, e qualquer bloqueio nos primeiros anos de vida pode comprometer o desenvolvimento da visão.
A única forma de prevenção é através de duas doses de vacina que imuniza 97% das pessoas e devem ser tomadas antes de completar a idade de 5 anos. Adultos que não sabem se já tiveram sarampo ou se receberam as duas doses da vacina, devem procurar se vacinar.
