Zika Vírus: prevenção é a palavra-chave

Entre os sintomas do Zica, estão manchas vermelhas na pele
Foto: DivulgaçãoO Brasil está em alerta por conta do aumento de casos de microcefalia registrados, principalmente na Região Nordeste do país. Os dados do último boletim epidemiológico divulgado apontam 739 casos suspeitos nos estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Goiás, sendo que dentro deste número 487 bebês são de Pernambuco. Segundo o Ministério da Saúde, a principal hipótese para a causa do surto é a contaminação pelo Zika vírus.
Pelo potencial de contaminação do vírus, cujo transmissor é o mesmo da dengue e da chikungunya, será questão de tempo até casos semelhantes começarem a surgir em outras regiões do Brasil. Dados divulgados essa semana pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio informaram que 21 casos de microcefalia já foram confirmados em bebês, superando a média de 12,8 registrada nos últimos 10 anos. Sobre as notificações de suspeita e confirmações de Zika, a secretaria informou que balanços semanais ainda serão divulgados.
Para Camila Almeida, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, a relação das doenças, por enquanto, ainda tem muitos pontos de interrogação.
“Infelizmente até o momento a classe científica tem mais questionamentos que respostas sobre este assunto e ainda não se tem uma resposta para essa provável relação. Alguns outros países que já tiveram surtos de Zika, como por exemplo a Polinésia, não relataram esta alta incidência de microcefalia nos bebês. Esta questão ainda está em estudo”, esclarece.
Confirmada ou não, e com a ausência de vacinas para o Zika vírus, a ordem máxima é prevenção. Além de extinguir focos do mosquito aedes aegypti, existem outras formas de proteção.
“As formas individuais de proteção são o uso de repelentes, usar roupas que cubram braços e pernas, além de usar telas nas janelas de casa para evitar a entrada do mosquito”, complementa Camila Almeida.
Microcefalia - É uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor que o tamanho normal. Não há como revertê-la, mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.