Fones de ouvido: conheça os riscos do uso inadequado

Para médicos, em breve, a Perda Auditiva Induzida por Ruído será uma doença com alta incidência
Foto: DivulgaçãoVer um jovem ouvindo uma música em alto volume pode ser considerada uma cena comum. O problema é que também vem se tornando comum a ocorrência de problemas auditivos por conta do uso inadequado dos fones de ouvido. Para os especialistas, a Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair) estará, dentro de poucos anos, entre as doenças mais incidentes da nova geração.
A recomendação da Sociedade brasileira de Otologia (SBO) é passar, no máximo, uma hora com o equipamento ligado, deixando jamais o volume ultrapassar 85 decibéis. O tempo máximo de exposição por dia é de oito horas. Conforme o volume aumenta, o tempo de exposição tem de ser reduzido. A 115 decibéis, por exemplo, que seria ficar na balada perto da caixa de som, a exposição não deve ultrapassar sete minutos.
Entre os principais fatores que podem danificar o aparelho auditivo estão o tempo de permanência e o volume inadequado. Vale destacar ainda que usar apenas um fone revezando o ouvido não diminui os riscos de sofrer uma lesão.
Lembrando que os riscos podem não ser iguais para todos. “São piores para quem já tem algum prejuízo auditivo e para crianças que vão se expondo ao som alto desde novas, podendo apresentar perda auditiva mais precocemente. Além, é claro dos idosos que já apresentam uma perda auditiva natural do envelhecimento humano”,esclarece o otorrinolaringologista Felippe Félix, do Hospital Niterói D’Or.
Segundos os especialistas, se houver perda pouco significativa da audição, apenas suspender o uso de fones pode evitar maiores danos. No entanto, se o caso for mais grave, é preciso consultar um médico para que seja verificada a necessidade de usar ou não aparelho auditivo.
Tipo de fone - Quem não consegue deixar os fones de lado de forma alguma, a dica é escolher o tipo de equipamento que melhor se ajuste à sua realidade. A sugestão dos especialistas é optar pelos fones externos, que não são tão invasivos. “Os piores fones são os inseridos dentro do canal auditivo pois liberam maior pressão sonora diretamente no aparelho auditivo humano”, completa o otorrinolaringologista.