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Difícil tarefa de viver sem água

Vários bairros de São Gonçalo estão sem abastecimento regular há algumas semanas

relogio min de leitura | Redação 15 de outubro de 2015 - 22:12

Em um condomínio no Mutuá, 160 famílias estão sem água, mas pagando conta de R$5,5 mil

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

Aproximidade de uma das estações mais quentes do ano, o verão, traz também uma preocupação para a população de São Gonçalo: a falta de água nas torneiras. Moradores de quatro bairros da cidade já estão sofrendo com os transtornos causados pelo abastecimento irregular da Cedae.

No Mutuá, moradores do Condomínio Residencial José Pancetti estão, há um mês, sofrendo com as torneiras secas e a solução encontrada foi racionar o pouco de água que vem sendo oferecida. Mesmo sem abastecimento, as contas de R$ 5,5 mil não param de chegar. E, de acordo com a Cedae, o valor é uma taxa mínima cobrada pelos 160 apartamentos.

Segundo o síndico Luiz Antonio Rufino, o abastecimento no condomínio é feito em sistema de rodízio nos finais de semana. Mas nos últimos quatro finais de semana, não é oferecida água suficiente para que eles possam passar a semana, obrigando-os a adquirirem carros pipas. “Quando as contas chegam, pagamos pelo consumo mínimo presumido, mesmo que ele não ocorra. Temos dezenas de protocolos, ordens de serviços abertas em agosto. Não podemos pagar esta alta soma por um fornecimento que não existe. São 160 unidades sem uma gota de água. O condomínio tem comprados carros pipas para tentar minimizar os problemas”, reclamou.

Morador do condomínio há 14 anos, o comerciante Nilton Lima, 42, disse que a solução encontrada pela administração foi fechar os registros que levavam água aos banheiros e área de serviço. “Temos água apenas na pia da cozinha. Banho, só de balde. Também estamos sem lavar roupas. Esta é uma das situações mais complicadas”, afirmou.

Mutondo, Luiz Caçador e Anaia

Moradores do Mutondo, Luiz Caçador e Anaia Pequeno também sofrem com o mesmo problema. No Mutondo, há seis dias, não cai uma gota d’água na Rua José Freire Teles. No Luiz Caçador, o problema se repete, há duas semanas, nas ruas Padre Belchior de Oliveira e Rua Tiradentes. A dona de casa Cláudia Regina de Castro Rocha, 43, disse que fica acordada de madrugada para aguardar manobra de água. “Só conseguimos puxar água na bomba e ela só é oferecida durante a madrugada, sem dia certo para cair. Passamos as noites em claro”, disse.

No Anaia Pequeno, na Rua Charles Chaplin, há 20 dias, os moradores estão sendo desafiados a viver com as torneiras secas. Em nota, a assessoria de imprensa da Cedae informou que a falta d’água nos locais citados ocorreu devido a forte estiagem. Equipes técnicas estão acompanhando o abastecimento e realizando manobras para minimizar o desabastecimento das áreas afetadas.

De acordo o aposentado Antônio Caetano, 46, moradores do entorno também sofrem com a falta de água e fizeram uma manifestação. “Eu estive na Cedae e conversei com um dos diretores, mas não conseguimos solução”, afirmou.

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