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Grafite invade Alcântara

Festival com artistas de cidades diferentes coloriu os muros da Estrada dos Menezes

relogio min de leitura | Redação 29 de setembro de 2015 - 22:40

Grafiteiros fizeram diferentes desenhos coloridos em toda extensão da Estrada dos Menezes

Foto: Marcos Fabrício Guerra

Quem passa pela Estrada dos Menezes, em Alcântara, pode perceber como os muros estão coloridos. A iniciativa da secretaria de Turismo e Cultura de São Gonçalo tem o objetivo de incentivar os valores culturais do movimento Hip Hop gonçalense composto pela música, DJs, MCs, break e grafite. A novidade é resultado da 4ª edição do “Festival Cores e Valores”, que contou com a presença de grafiteiros de São Gonçalo, Niterói e outros estados no último domingo.

Coordenadora do festival, a artista Mika Mikaelli revelou que esta foi considerada a maior e melhor edição do evento. “Para muitos, o festival é considerado o maior evento de hip hop da cidade. É um evento gratuito, que acontece na rua e tem interação direta com o público. Trazemos grafiteiros da cidade de São Paulo desde a primeira edição e esse ano viemos com grafiteiros de lugares diferentes de São Paulo e uma grafiteira de Uberlândia, em Minas Gerais. É muito gratificante promover esse intercâmbio cultural na cidade pelo ‘Cores e Valores’”, reiterou Mika Mikaelli.

De acordo com o secretário de Turismo e Cultura, Michel Portugal, é preciso incentivar iniciativas que resgatam a auto estima do cidadão, além de dar visibilidade à arte e à cultura. “Nós sempre estamos dispostos a incentivar as mais variadas formas culturais e uma iniciativa como esta, que transforma a cidade com seus belíssimos grafites e que oferece visibilidade à cultura de rua, do break, do hip hop, é muito importante. Nós acompanhamos a transformação dos muros da Estradas dos Menezes, que aos poucos viraram telas artísticas em plena rua. Isso extrapola os limites das galerias e museus, fazendo com que toda a população tenha acesso à arte. O hip hop ainda é uma cultura marginalizada por muitas pessoas e é preciso acabar com esse preconceito. Mas só se faz isso dando visibilidade, mostrando o que de fato é a cultura hip hop”, ressaltou Michel Portugal.

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