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Chuva abre crateras na cidade

Além dos alagamentos, o mau tempo abriu buracos em corredores viários

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 14 de setembro de 2015 - 23:21

Na Rua Lúcio Tomé Feiteira, veículos fazem fila para passar por buraco aberto pela Cedae

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

As fortes chuvas que caíram nos últimos dias, além dos habituais alagamentos, provocaram transtornos aos motoristas, abrindo verdadeiras crateras pelo asfalto da cidade. Na estrada ainda em construção em Maria Paula, a RJ-100, um buraco causa risco de acidentes. Em Barro Vermelho, uma outra abertura na pavimentação, forma grande engarrafamento.

No último sábado, um furgão teve a roda quebrada quando o motorista passou por um buraco na altura do número 2939 da RJ-100. Segundo moradores do local, parte da camada asfáltica se desprendeu, mas com a chuva, o buraco ficou ainda maior.

O marceneiro Antonio Coutinho Pereira, de 55 anos, disse que é comum motoristas caírem no buraco. “Sempre tem acidente aqui. Quando chove, a situação se agrava porque o buraco enche e não tem como o motorista visualizá-lo. O acidente com esse furgão foi no sábado à noite. Até agora, o motorista não veio buscar o carro”, disse.

Em outro ponto da mesma estrada, próximo à praça do bairro, motoristas precisam se arriscar para passar pela via. “Esse buraco tem uns dois meses. Mas com a chuva, piorou muito”, contou o pedreiro Hamilton Leite, 50.

Na Rua Lúcio Tomé Feiteira, no Barro Vermelho, o problema se repete. Por conta de um enorme buraco na altura do número 2330, os motoristas enfrentam longos engarrafamentos. De acordo com o borracheiro Luiz Roberto da Silva, 49, a Cedae, há um mês, realizou obras no local para conter um vazamento. Porém, após o reparo, os técnicos saíram sem repor a camada asfáltica.

“Aqui passam muitos veículos pesados e a tendência é o solo não suportar. Com a chuva, a situação se agravou. Como precisam reduzir a velocidade é comum formar longas filas de carro”, disse.

Em nota, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RJ) informou que realiza serviços de conservação na RJ-100, mas vai intensificar esse trabalho a partir da próxima semana. Sobre a Rua Lúcio Tomé Feiteira, a Cedae informou que vai concluir o serviço de recomposição do pavimento, que foi interrompido pela chuva, ainda esta semana.
Sem ter como sair de casa

A Travessa Lais Costa, no Porto Novo, está alagada desde sábado. Segundo moradores, os alagamentos são comuns, inclusive, das residências. “Sempre que chove, a rua alaga. A situação desta vez está mais complicada porque a água empossada se juntou ao esgoto”, contou a aposentada Dorcelina Sabino, 77.

De acordo com a cabeleireira Ana Lucia Souza, 42, por conta do alagamento, ela não pode abrir seu salão de beleza. “Não tem como trabalhar”, ressaltou.

Sobre a Travessa Laís Costa, a Cedae informou que o local é desprovido de galerias de águas pluviais e, quando chove, as águas são drenadas para a rede coletora de esgoto da companhia, causando sua saturação. Técnicos da Cedae irão hoje ao local.

Travessa Lais Costa está alagada desde o último sábado

Travessa Lais Costa está alagada desde o último sábado

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