Cem anos de muita vitalidade
Moradora de Maria Paula, em SG, comemorou aniversário com filhos, netos, bisnetos e trineta

Dona Izidia Baptista das Chagas é muito saudável e tem rotinas próprias das quais não abre mão
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
No próximo dia 22, São Gonçalo comemora 125 anos de emancipação política-administrativa. Mas uma moradora da cidade já festejou nova idade no primeiro dia do mês, alcançada por poucos. É a dona de casa Izidia Baptista das Chagas, que completou 100 anos ao lado de oito filhos, 29 netos, 24 bisnetos e um trineto. A centenária se casou uma única vez e é viúva há mais de 40 anos.
Em comemoração à data tão simbólica, a família de Izídia realizou uma grande festa, que contou com mais de 300 convidados e teve até bolo cenográfico guardado com carinho pela idosa, que tem vitalidade de uma menina. Com rotinas próprias, ela não abre mão de seu banho às 9h, almoço às 11h e caminhada pelo quintal após a refeição.
Em todo esse tempo de vida, a idosa só contabilizou uma internação quando quebrou o fêmur há quatro anos e precisou da ajuda de um andador para se locomover.
Mas a estadia no hospital durou bem pouco. Foram apenas dois dias que Izidia não gosta nem de lembrar. Ela só gosta de comentar das festas de aniversário.
“Todo mês de janeiro, a mamãe já faz planos para sua festa em setembro. Sempre foi assim. Ela adora festas”, revelou a filha Ivanilda de Paula Araújo, de 69 anos. E dona Izidia confirma. “Gosto mesmo, e neste ano tinha muita gente”, disse.
A centenária Izidia nasceu em Cambuci, Noroeste Fluminense, onde se casou e teve 12 filhos. Há meio século, ela se mudou para Maria Paula, em São Gonçalo, com toda a família. A antiga chácara deu lugar a muitos lotes compartilhados com os filhos.
“Ela é uma mãe exemplar. Graças à ela nos tornamos cidadãos de bem”, contou Oliveiro José de Paulo, 66, o filho mais velho entre os homens.
Estelita Paula Ferreira, 75, lembra também com alegria dos “puxões de orelha” da mãe. “Minha orelha vivia vermelha de tanto que mamãe puxava. Ela é meu exemplo de vida”, disse.
Dona Izidia também é adorada como sogra. “Perdi a minha mãe muito jovem e ela me acolheu como um filho. Ela é o inverso do que falam das sogras”, disse Derly Ferreira, 74 e casado há mais de 50 com Estelita.