Moradores de prédio que pegou fogo em São Gonçalo ainda contabilizam o prejuízo

Fogo começou no apartamento 901 e chamas se espalharam para outras unidades do condomínio
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
Um dia após o incêndio que destruiu dois apartamentos do Condomínio Badi Gabriel, na Avenida Presidente Kennedy, em São Gonçalo, os moradores ainda sofrem transtornos e vivem dias de incerteza por conta do incidente.
Na manhã de ontem, técnicos da Defesa Civil estiveram no local para avaliar os danos e, por medida de segurança, interditaram todo o bloco 3, onde estão situados 80 apartamentos.
Durante a manhã, muitos moradores retiravam dos apartamentos seus pertences pessoais. Entre eles, estava à funcionária pública, Valéria Morse, 54 anos, dona do apartamento 1.001, que foi atingido pelas chamas, iniciadas no apartamento 901.
Segundo Valéria, ela estava na casa de seu irmão, quando foi informada pela vizinha do ocorrido. Valéria vive no local há mais de 20 anos, em companhia de sua mãe de 75 anos.
“Os dois quartos foram atingidos. Perdemos todas as roupas e móveis. Tinha muitos livros também. Mas o que mais lamento ter perdido são as lembranças. Mamãe tinha muitas fotos que, eram memórias de toda uma vida. O material trabalharemos para recuperar, mas as lembranças não voltam”, disse.
A aposentada Sônia Regina Ferreira, 65 anos, moradora do apartamento 905, disse que viu o incêndio começar, mas por conta da fumaça precisou da ajuda do Corpo de Bombeiros para sair do prédio.
“Escutei primeiro um barulho e quando abri a porta vi os moradores tentando arrombar a porta. De repente uma cortina de fumaça tomou conta de tudo. Como tenho problema de pressão, não consegui sair do apartamento. Quando os bombeiros chegaram eu fui socorrida. Foi um momento de horror. Estou até agora com as narinas ardendo, por conta da fumaça que inalei”, contou.
O técnico industrial Marcos José Nóbrega, 50 anos, morador do 5º andar, disse que os moradores de outros blocos foram bastante solidários e graças ao apoio deles, o incêndio foi combatido sem que houvesse feridos. Ainda segundo Marcos, as entradas do condomínio impediram que os bombeiros entrassem pela frente do prédio.
“O portão na entrada do condomínio tem um telhado que impede a entrada dos caminhões. Isso precisa ser revisto”, afirmou.
Uma mulher que se identificou como a responsável do apartamento 901, disse que apenas a perícia técnica poderá determinar as causas do incêndio. No momento do ocorrido, não havia ninguém no imóvel. Ela que não quis se identificar, disse acreditar que uma pane na rede elétrica possa ter causado um curto circuito.
Para evitar novos acidentes na edificação luz, água e telefone foram cortados.
O caso será investigado pela 72ª (Mutuá).