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Firjan realiza estudo para criar novas linhas hidroviárias ligando Niterói e São Gonçalo ao Rio

relogio min de leitura | Redação 25 de agosto de 2015 - 23:01

Além das linhas existentes, outras 14 poderiam entrar em operação, sendo seis em Niterói e São Gonçalo

Foto: Alex Ramos

Por Elena Wesley

De segunda a sexta, a arquivista Camila Silvestre, de 27 anos, gasta quatro horas para se deslocar do Jardim Catarina, bairro onde mora em São Gonçalo, até o posto de trabalho no Centro do Rio, e para fazer o mesmo trajeto no sentido contrário, na volta para casa. Longe de ser um relato exclusivo, a rotina da gonçalense denuncia a crise de mobilidade urbana da Região Metropolitana, marcada por longos questionamentos, atrasos nos compromissos e poluição.

Com o objetivo de apresentar soluções ao atual panorama, o Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) divulgou, ontem, um estudo que aponta 14 novas possíveis linhas hidroviárias, sendo seis delas integrando Niterói e São Gonçalo ao Rio de Janeiro. O estudo ainda será apresentado ao governo estadual.

De acordo com o levantamento, o potencial de transporte hidroviário da Baía de Guanabara tem sido desperdiçado, já que existem apenas quatro ligações em funcionamento: Praça XV-Praça Araribóia; Praça XV-Ilha do Governador; Praça XV-Paquetá e Praça XV-Charitas. Considerando a demanda dos municípios do Leste Fluminense, expressa pelos congestionamentos diários na Ponte Rio-Niterói e Avenida do Contorno, a Firjan propõe novas linhas, que compreenderiam São Gonçalo, Região Oceânica e o Centro de Niterói, e as Zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro.

As linhas Praça XV-Gradim; Botafogo-Praça Araribóia; Botafogo-Charitas; Praça XV-Itaipu; Cocotá (Ilha do Governador)-Gradim e Praça Araribóia-Itaipu representariam uma redução de quase 26 km/dia de congestionamento, o que equivale a duas vezes a extensão da Ponte Rio-Niterói. As ligações entre o Rio e os dois municípios vizinhos teriam potencial de realizar 83,4 mil viagens/dia, que corresponde à circulação de 30,9 mil veículos.

Segundo a publicação, além da vantagem de redução de custos e da intensidade do tráfego rodoviário, as ligações hidroviárias proporcionariam a integração a outros meios de transporte, por conta da proximidade das estações com metrô e o sistema BRT.

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