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A ‘moradora’ mais antiga

Idosa, de 91 anos, vive há mais de 50 anos no Abrigo Cristo Redentor, em SG

relogio min de leitura | Redação 22 de agosto de 2015 - 19:10

Cimar dos Santos amou as artes e escreveu muitos poemas, como o ao lado chamado ‘Solidão’

Foto: Alex Ramos

Há três meses, O SÃO GONÇALO vem contando aos domingos, através de uma série de reportagens, histórias de residentes do Abrigo do Cisto Redentor, na Estrela do Norte, São Gonçalo. Ao longo deste período, foram contadas 15 histórias, sendo esta última, a da moradora mais antiga da instituição Cimar Mauricio dos Santos, de 91 anos, que vive no local há quase 54. Neste pouco tempo, nossos leitores puderam conhecer, mais profundamente, um pouco dessa instituição que há 76 anos vem ajudando, muitas pessoas a escrever novos capítulos de sua história.

23 700  Abrigo Cristo Redentor Cimar Mauricio poemas escritos por Cimar Alex R (15)

Apesar de sua importância, a instituição vem passando por uma crise, agravada pela falta de repasses da Fundação Estadual Leão XIII, no ano de 2014. Entretanto, com ajuda da população e de instituições não governamentais, o abrigo tem conseguido driblar os problemas financeiros fazendo assim com que novos capítulos da história desses “bons velhinhos”, possam ser contados.

A meta inicial era criar uma federação que unificasse os serviços gerais de assistência a pessoas idosas, carentes e abandonadas. È aí que a história de Cimar se cruza com a instituição.

Carente de vínculos familiares e sem ter onde morar, Cimar chegou ao Abrigo aos 37 anos. Ela conta que chegou a trabalhar por um tempo na instituição no cuidado com os idosos, mas como faz muito tempo, o relato não pode ser confirmado.

Apesar de viver no Abrigo há muitos anos, a história de Cimar não é muito conhecida. Muitas pessoas que a conheciam já não trabalham mais na instituição. Nos relatórios mais recentes da assistência social mostram que Cimar chegou ao abrigo em 14 de outubro de 1961.

Solteira, ela teve um filho, de nome Flávio, a quem deu em adoção. Hoje, bastante debilitada, ela recebe a visita de uma amiga a quem a adotou como “mãe”. Apesar dos poucos relatos sobre o passado de Cimar, uma coisa é clara: ela é apaixonada pelas artes.

Em dois cadernos, ela tem escrito seus poemas, os quais, segundo suas cuidadoras, ela sonha vê-los publicados em livro. E já existe um movimento para que isso aconteça.

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