Expectativa sobre estreia de humorístico inspirado em SG

Alguns personagens de ‘Chapa Quente’, com atitudes apesar de aparentemente engraçadas mas não muito honestas, poderão geral mal-estar entre gonçalenses
Foto: Luiz NicolellaCeleiro de artistas conhecidos como Selma Reis, Altay Veloso, Rafael Zulu, Izak Dahora e tantos outros, a cidade está em plena expansão econômica para perder o estigma de cidade-dormitório. Mas todo esse esforço pode ir por água abaixo com a estreia, na próxima quinta-feira (9), da nova série humorística da TV Globo, “Chapa Quente”, que substituirá a “Grande Família”, tendo como palco de fundo a cidade de São Gonçalo.
Isto porque alguns personagens na trama podem não agradar a todos os telespectadores gonçalenses por comportamentos nem um pouco éticos, como um desempregado “profissional”, personagem de Leandro Hassun (Genésio), que vive às custas da mulher, a dona de um salão de beleza Marlene interpretada por Ingrid Guimarães, e sempre dá um “jeitinho” para arrumar uma grana, de uma forma não muita honesta.
O mesmo pode acontecer com a personagem de Renata Gaspar (Josy), uma manicure, noiva de um traficante e com relacionamento “extra” com um policial militar vivido por Lúcio Mauro Filho, que também teria atitudes nada louváveis. O único personagem, que talvez se “salva” na história seira o cabeleireiro boa praça, Fran, de Thiago Abravanel, eterno apaixonado pela ex-namorada e agora patroa na trama.
Mas além das atitudes dos personagens, pode causar polêmica também a valorização de aspectos apenas negativos de poluição visual e serviços públicos precários, como muito lixo espalhado no chão, par de tênis presos aos fios de alta tensão e cartazes de propaganda de advogados, cursos de inglês e ajuda espiritual compondo a cidade cenográfica instalada no Projac, estúdios da emissora, no Rio. Sem contar o calor excessivo, o que fará os atores gravarem sempre suando para dar veracidade ao discurso caricato.
“A gente só grava molhado de suor. É uma sensação que a gente que vem da Zona Sul do Rio não tem. O calor altera muita coisa”, contou a atriz Ingrid Guimarães acrescentando que, para ela, sua personagem não é esteriotipada.
“Estava doida para fazer uma pobre. A Marlene é uma heroína da atualidade, politicamente incorreta e feliz. Tenho certeza que na série todo mundo vai entender que é tudo uma brincadeira”, completou a atriz.
A mesma “esperança” de estar homenageando a cidade tem Leandro Hassum. Apesar de já ter sido envolvido numa polêmica depois de fazer piada sobre São Gonçalo, o ator, que já morou em Niterói, não acredita que o caso vai se repetir ou que as piadas vão ser mal interpretadas.
“Fiz uma brincadeira que foi sendo repetida e acabou mal interpretada”, garantiu o humorista.