Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,1617 | Euro R$ 5,9592
Search

Tormento constante em São Gonçalo

Moradores sofrem com falta de abastecimento de água ou pelo desperdício dela

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 07 de agosto de 2015 - 08:59

No Colubandê, um grande vazamento já dura dois meses e destruiu o asfalto de duas vias

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

Os problemas em relação ao abastecimento de água e desperdício são constantes em São Gonçalo. E são recorrentes. Mas, apesar das reclamações dos moradores, a solução demora a chegar. Há dois meses, um vazamento de água na Avenida Roberto Marinho (antiga Maricá) com José Mendonça de Campos, no Colubandê, prejudica o tráfego de motoristas e pedestres que precisam acessar a via. Já na Travessa Angelina, em Tenente Jardim, moradores estão sem abastecimento há 15 dias.

Em Colubandê, o comerciante João Gomes, de 55 anos, disse que o vazamento começou na Rua José Mendonça de Campos, mas como não houve reparo, o problema se agravou e a tubulação rompeu em vários pontos. Com isso, parte do solo se desprendeu e os buracos tomaram conta de um longo trecho. “Aqui, passam muitos veículos pesados diariamente, o que já desgasta o asfalto. Com o vazamento de água, o problema piorou. É muito comum ver motoristas se acidentarem por conta dos buracos”, contou.

Além da água limpa vazando, um outro problema preocupa os motoristas. A tampa de um bueiro instalado no meio da via está solta. “É comum os motoristas prenderem a roda nesse bueiro. Ele está cheio de água e não é possível ver que ele está sem tampa. Um perigo”, disse o comerciante Pedro Silva, 42. Em nota, a assessoria de imprensa da Cedae informou que uma equipe vai vistoriar o local.

Torneiras secas há 15 dias em Tenente Jardim

Moradores da Travessa Angelina, em Tenente Jardim, estão há duas semanas sem água. Segundo eles, uma bomba instalada na Rua Doutor March, joga água para a parte mais alta do morro toda quinta. Entretanto, isso não acontece há 15 dias.

Inconformados com a situação, cerca de 200 famílias que moram na travessa prometem fazer manifestação, caso o sistema de abastecimento não seja regularizado. “É um absurdo o que estão fazendo. São duas semanas sem água. A manobra acontece apenas uma vez por semana. Ligamos a nossa bomba esperando a água que não vem e os aparelhos queimam”, reclamou Sheila dos Santos Lopes, de 55 anos.

A dona de casa Márcia Ferreira, 42, disse que conta com a solidariedade de vizinhos. “Como não tenho cisterna, tenho que pedir ajuda. São cinco pessoas na minha casa e estamos economizando o máximo que podemos”, disse.

Beatriz Trigueira, 37, tem uma cisterna em casa e fornece água aos seus vizinhos. “Não tem como deixar de ajudar. Muitas famílias têm crianças pequenas. Só não sei o que vou fazer quando a minha água acabar. Espero que esse problema seja resolvido o quanto antes”, afirmou. A assessoria de imprensa da Cedae foi procurada, mas não retornou a ligação.

3 (1) cópia

Matérias Relacionadas