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Escolas concorrem a prêmio

Colégios municipais foram inscritos em concurso realizado pelo Tribunal de Contas do Estado

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de agosto de 2015 - 10:13

Técnicos do Tribunal de Contas do Estado visitaram as instalações do Colégio Castelo Branco

Foto: Divulgação

Técnicos do Tribunal de Contas do Estado visitaram, ontem, o Colégio Municipal Castelo Branco, no Boassu; e o Colégio Genecy Suhett Lima, no Coelho. Os dois estabelecimentos concorrem ao Prêmio Melhores Práticas – Versão 2015, promovido pela Escola de Contas e Gestão do TCE. Concorre também, representando o município, o Jardim de Infância Menino Jesus, no bairro Zé Garoto.

O Castelo Branco concorre pelo programa Educação Bilíngue – Classe Bilíngue. Implantada, em agosto do ano passado, a classe é esperança de modificação na vida de crianças e jovens surdos. Em menos de um ano de funcionamento, o número de alunos triplicou. Hoje, existem 39 distribuídos em três turmas: 1° ano, 2° ano e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“Estamos na fase do prêmio de verificar in loco os colégios concorrentes e viemos conhecer a Classe Bilíngue. Não temos o poder de julgar. Vamos levar as informações que obtivemos à comissão julgadora”, informou Dalva Pinheiro da Cruz, técnica do TCE.

“Os estudantes são divididos em níveis de conhecimento das disciplinas e de libras. Os do EJA já sabem a linguagem de sinais e vieram aprender o conteúdo”, contou Giselle Pontes, coordenadora da Classe Bilíngue.

Lucas Vidal, 18 anos, cursa o EJA e está adorando estudar na instituição. Órfão de pai e mãe, mora em abrigo no bairro da Trindade e, no próximo ano, vai morar com o irmão. Para isso, procura trabalho. “Minhas matérias favoritas são Português e Geografia. O ensino aqui é bom. Pretendo fazer faculdade de Matemática”, contou.

Os irmãos Marcos Vinícius Júnior Rodrigues Souza, 18, e Gladson Loran Rodrigues de Souza, 15, também estão no EJA. O primeiro gosta mais de Matemática e Geografia e o segundo, de Português, Matemática e Geografia. “Eu era mais namorador. Agora estou mais sossegado. Quero estudar para ser pastor”, disse Marcos Vinícius.

A Genecy Suhett Lima concorre por proporcionar acessibilidade para alunos com necessidades especiais. A escola tem uma Sala de Recursos com material didático, computadores e jogos voltados para este tipo de estudantes, além de banheiros adaptados e placas em braile nas portas das salas.

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